segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A agenda do ex-Diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa:







ABAIXO A LISTA QUE , FAÇO QUESTÃO DE PUBLICAR NOVAMENTE..

AGORA COM A ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ESTILO MÁFIA ITALIANA , CHINESA OU CALABRESA , TUDO FICOU TRANSPARENTE .

QUEM ME ACOMPANHOU NESTES ÚLTIMOS 20 MESES NA DESTRUIÇÃO QUE A PETROBRAS FEZ ÀS MINHAS EMPRESAS E MINHA FAMÍLIA JÁ TEM A EXPLICAÇÃO LÓGICA.

GUARDO COMIGO INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS DE QUEM TRABALHOU 14 ANOS PARA ESSA QUADRILHA DE ASSALTANTES E ASSASSINOS.

QUEM LEU O NOTICIÁRIO BRASILEIRO DOS ÚLTIMOS 180 DIAS SABE PORQUE CHAMEI A PRESIDENTE DA PETROBRAS DE VAGABUNDA.

QUEM LEU MINHA NOTA SOBRE A TENTATIVA DESSA VAGABUNDA EM ME PRENDER E EM ME EMBOSCAR TAMBÉM ENTENDERÁ TUDO AGORA.

NESTE MOMENTO , UM SENADOR REPUTADO NO CONGRESSO NACIONAL ESTÁ TENTANDO ME APUNHALAR PELAS COSTAS ATRAVÉS OUTRA MANOBRA ESCUSA.

TEMOS NESTE INSTANTE PORTANTO CORRUPTOS , ASSALTANTES E ASSASSINOS NO EXECUTIVO ; LEGISLATIVO E ; JUDICIÁRIO.

DESTA FORMA DECLARO QUE VIVEMOS NUM ESTADO TOTALITÁRIO E DE EXCEÇÃO.

SERGIO LUIZ DA MOTTA ZOROVICH

CAPITÃO DE MAR E GUERRA

- A lista

A agenda o ex-Diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa:

http://www.quidnovi.com.br/mino/detalhe.asp?c=2864

VEJA: pouca gente na lista dos corrompidos, o vice da Marina, vários petistas, etc, pouca importãncia...

Nome Sigla UF Cargo Doações recebidas
ALEXANDRE LEITE DEM SP DEPUTADO FEDERAL R$420.000,00
ABELARDO CAMARINHA PSB SP DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
ADEMIR CAMILO PROS MG DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
AELTON FREITAS PR MG DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
ALINE CORREA PP SP DEPUTADO FEDERAL R$863.000,00
ANA AMELIA PP RS SENADOR R$50.000,00
ANGELA PORTELA PT RR SENADOR R$1.000.000,00
ANIBAL GOMES PMDB CE DEPUTADO FEDERAL R$270.000,00
ANTONIO BALHMANN PROS CE DEPUTADO FEDERAL R$230.000,00
ANTONIO IMBASSAHY PSDB BA DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
ARACELY DE PAULA PR MG DEPUTADO FEDERAL R$200.000,00
ARLINDO CHINAGLIA PT SP DEPUTADO FEDERAL R$400.000,00
ARMANDO MONTEIRO PTB PE SENADOR R$300.000,00
ARNALDO JARDIM PPS SP DEPUTADO FEDERAL R$350.000,00
ARTHUR OLIVEIRA MAIA SDD BA DEPUTADO FEDERAL R$200.000,00
BENEDITA DA SILVA PT RJ DEPUTADO FEDERAL R$3.000,00
BENEDITO DE LIRA PP AL SENADOR R$400.000,00
BERNARDO SANTANA DE VASCONCELLOS PR MG DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
BETINHO ROSADO PP RN DEPUTADO FEDERAL R$60.000,00
BETO ALBUQUERQUE PSB RS DEPUTADO FEDERAL R$40.000,00
BIFFI PT MS DEPUTADO FEDERAL R$160.000,00
BRUNA FURLAN PSDB SP DEPUTADO FEDERAL R$400.000,00
CANDIDO VACCAREZZA PT SP DEPUTADO FEDERAL R$675.000,00
CARLOS EDUARDO CADOCA PC do B PE DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
CARLOS ZARATTINI PT SP DEPUTADO FEDERAL R$480.000,00
CELSO MALDANER PMDB SC DEPUTADO FEDERAL R$20.000,00
CICERO LUCENA PSDB PB SENADOR R$25.000,00
CIRO NOGUEIRA PP PI SENADOR R$150.000,00
CRISTOVAM BUARQUE PDT DF SENADOR R$50.000,00
DEVANIR RIBEIRO PT SP DEPUTADO FEDERAL R$150.000,00
DOMINGOS NETO PROS CE DEPUTADO FEDERAL R$200.000,00
EDSON SANTOS PT RJ DEPUTADO FEDERAL R$60.000,00
EDUARDO CUNHA PMDB RJ DEPUTADO FEDERAL R$500.000,00
EDUARDO GOMES SDD TO DEPUTADO FEDERAL R$350.000,00
EPITACIO CAFETEIRA PTB MA SENADOR R$50.000,00
EUNICIO OLIVEIRA PMDB CE SENADOR R$1.000.000,00
FABIO TRAD PMDB MS DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
FERNANDO COELHO FILHO PSB PE DEPUTADO FEDERAL R$65.000,00
FERNANDO FRANCISCHINI SDD PR DEPUTADO FEDERAL R$10.000,00
FLEXA RIBEIRO PSDB PA SENADOR R$150.000,00
GABRIEL GUIMARAES PT MG DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
GERALDO RESENDE PEREIRA PMDB> MS DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
GLEISI HOFFMANN PT PR SENADOR R$2.420.000,00
GUILHERME CAMPOS PSD SP DEPUTADO FEDERAL R$450.000,00
HENRIQUE EDUARDO ALVES PMDB RN DEPUTADO FEDERAL R$150.000,00
HENRIQUE OLIVEIRA SDD AM DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
HUMBERTO COSTA PT PE SENADOR R$1.530.000,00
INACIO ARRUDA PC do B CE SENADOR R$100.000,00
IRAJA ABREU PSD TO DEPUTADO FEDERAL R$250.000,00
IRINY LOPES PT ES DEPUTADO FEDERAL R$15.000,00
JANDIRA FEGHALI PC do B RJ DEPUTADO FEDERAL R$260.000,00
JAYME CAMPOS DEM MT SENADOR R$25.000,00
JILMAR TATOO PT SP DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
JOAO PAULO LIMA PT PE DEPUTADO FEDERAL R$65.000,00
JORGE BITTAR PT RJ DEPUTADO FEDERAL R$75.000,00
JORGE CORTE REAL PTB PE DEPUTADO FEDERAL R$60.000,00
JORGE TADEU MUDALEN DEM SP DEPUTADO FEDERAL R$400.000,00
JOSE OTAVIO GERMANO PP RS DEPUTADO FEDERAL R$620.000,00
JOSE PIMENTEL PT CE SENADOR R$1.000.000,00
JOSE ROCHA PR BA DEPUTADO FEDERAL R$90.000,00
JOSE SARNEY PMDB AP SENADOR R$50.000,00
JOVAIR ARANTES PTB GO DEPUTADO FEDERAL R$150.000,00
JULIO CAMPOS DEM MT DEPUTADO FEDERAL R$20.000,00
JULIO CESAR PSD PI DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
JULIO LOPES PP RJ DEPUTADO FEDERAL R$350.000,00
JUNJI ABE PSD SP DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
LAEL VARELLA DEM MG DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
LEANDRO VILELA PMDB GO DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
LIDICE DA MATA PSB BA SENADOR R$200.000,00
LINDBERGH FARIAS PT RJ SENADOR R$2.300.000,00
LUCI CHOINACKI PT SC DEPUTADO FEDERAL R$30.000,00
LUCIANO CASTRO PR RR DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
LUIZ ALBERTO PT BA DEPUTADO FEDERAL R$150.000,00
LUIZ FERNANDO FARIA PP MG DEPUTADO FEDERAL R$600.000,00
LUIZ HENRIQUE PMDB SC SENADOR R$40.000,00
LUIZ SERGIO PT RJ DEPUTADO FEDERAL R$200.000,00
MAGELA PT DF DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
MAGNO MALTA PR ES SENADOR R$200.000,00
MANOEL JUNIOR PMDB PB DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
MARA GABRILLI PSDB SP DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
MARCELO AGUIAR DEM SP DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
MARCELO CRIVELLA PRB RJ SENADOR R$100.000,00
MARCO MAIA PT RS DEPUTADO FEDERAL R$80.000,00
NELSON MARCHEZAN JUNIOR PSDB RS DEPUTADO FEDERAL R$25.000,00
NELSON MEURER PP PR DEPUTADO FEDERAL R$500.000,00
NEWTON LIMA PT SP DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
ODAIR CUNHA PT MG DEPUTADO FEDERAL R$320.000,00
ONOFRE SANTO AGOSTINI PSD SC DEPUTADO FEDERAL R$15.000,00
ONYX LORENZONI DEM RS DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
OTAVIO LEITE PSDB RJ DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
PAUDERNEY AVELINO DEM AM DEPUTADO FEDERAL R$250.000,00
PAULO ABI ACKEL PSDB MG DEPUTADO FEDERAL R$400.000,00
PAULO PAIM PT RS SENADOR R$2.000,00
PAULO PEREIRA DA SILVA SDD SP DEPUTADO FEDERAL R$80.000,00
PAULO TEIXEIRA PT SP DEPUTADO FEDERAL R$123.000,00
PEDRO EUGENIO PT PE DEPUTADO FEDERAL R$125.000,00
PEDRO PAULO PMDB RJ DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
RAIMUNDO GOMES DE MATOS PSDB CE DEPUTADO FEDERAL R$30.000,00
RAUL HENRY PMDB PE DEPUTADO FEDERAL R$65.000,00
REBECCA GARCIA PP AM DEPUTADO FEDERAL R$250.000,00
REINALDO AZAMBUJA PSDB MS DEPUTADO FEDERAL R$330.000,00
ROBERTO BRITTO PP BA DEPUTADO FEDERAL R$150.000,00
ROBERTO FREIRE PPS SP DEPUTADO FEDERAL R$250.000,00
ROBERTO TEIXEIRA PP PE DEPUTADO FEDERAL R$500.000,00
RODRIGO DE CASTRO PSDB MG DEPUTADO FEDERAL R$300.000,00
RODRIGO GARCIA DEM SP DEPUTADO FEDERAL R$466.000,00
RODRIGO MAIA DEM RJ DEPUTADO FEDERAL R$300.000,00
ROSE DE FREITAS PMDB ES DEPUTADO FEDERAL R$20.000,00
RUI COSTA PT BA DEPUTADO FEDERAL R$2.000,00
SANDRO MABEL PMDB GO DEPUTADO FEDERAL R$100.000,00
SEBASTIAO BALA ROCHA SDD AP DEPUTADO FEDERAL R$20.000,00
SILVIO COSTA PSC PE DEPUTADO FEDERAL R$75.000,00
STEPAN NERCESSIAN PPS RJ DEPUTADO FEDERAL R$30.000,00
THIAGO PEIXOTO PSD GO DEPUTADO FEDERAL R$240.000,00
VANESSA GRAZZIOTIN PC do B AM SENADOR R$500.000,00
VICENTE CANDIDO PT SP DEPUTADO FEDERAL R$130.000,00
VICENTINHO PT SP DEPUTADO FEDERAL R$116.000,00
WALTER PINHEIRO PT BA SENADOR R$200.000,00
WELLINGTON DIAS PT PI SENADOR R$250.000,00
ZE GERALDO PT PA DEPUTADO FEDERAL R$50.000,00
ZECA DIRCEU PT PR DEPUTADO FEDERAL R$150.000,00

As doações para campanha
Grupo Parlamentares financiados Cargo Total em doações
ARCOENGE 3 DEPUTADO FEDERAL R$ 266.000,00
ARCOENGE 1 SENADOR R$ 100.000,00
GRUPO ALUSA 7 DEPUTADO FEDERAL R$ 1.160.000,00
GRUPO ALUSA 3 SENADOR R$ 420.000,00
GRUPO ANDRADE GUTIERREZ 1 DEPUTADO FEDERAL R$ 10.000,00
GRUPO ANDRADE GUTIERREZ 1 SENADOR R$ 100.000,00
GRUPO CAMARGO CORREA 31 DEPUTADO FEDERAL R$ 6.245.000,00
GRUPO CAMARGO CORREA 8 SENADOR R$ 5.900.000,00
GRUPO EGESA 14 DEPUTADO FEDERAL R$ 1.350.000,00
GRUPO EIT 8 DEPUTADO FEDERAL R$ 784.000,00
GRUPO ENGEVIX 11 DEPUTADO FEDERAL R$ 475.000,00
GRUPO ENGEVIX 2 SENADOR R$ 90.000,00
GRUPO GALVAO 11 DEPUTADO FEDERAL R$ 600.000,00
GRUPO GALVAO 4 SENADOR R$ 630.000,00
GRUPO HOPE 1 DEPUTADO FEDERAL R$ 30.000,00
GRUPO IESA 1 SENADOR R$ 200.000,00
GRUPO JARAGUA 4 DEPUTADO FEDERAL R$ 600.000,00
GRUPO MENDES JUNIOR 7 DEPUTADO FEDERAL R$ 552.000,00
GRUPO MENDES JUNIOR 1 SENADOR R$ 50.000,00
GRUPO OAS 24 DEPUTADO FEDERAL R$ 2.043.000,00
GRUPO OAS 7 SENADOR R$ 3.200.000,00
GRUPO QUEIROZ GALVAO 12 DEPUTADO FEDERAL R$ 1.862.000,00
GRUPO QUEIROZ GALVAO 1 SENADOR R$ 2.000,00
GRUPO TOME 1 DEPUTADO FEDERAL R$ 30.000,00
GRUPO TOYO SETAL 2 DEPUTADO FEDERAL R$ 43.000,00
GRUPO UTC 14 DEPUTADO FEDERAL R$ 1.963.000,00
GRUPO UTC 3 SENADOR R$ 1.150.000,00
RAUL ANDRES ORTUZAR RAMIREZ 1 DEPUTADO FEDERAL R$ 10.000,00
WILSON DA COSTA RITTO FILHO (sócio do grupo Hope) 1 DEPUTADO FEDERAL R$ 10.000,00

Parecendo um alucinado, Lula ataca Aécio usando o maior festival de baixarias já visto na história das campanhas presidenciais







Lula passa de todos os limites em comício de que participou na Praça Duque de Caxias, em BH, junto com Fernando Pimentel (PT),governador eleito de Minas Gerais (Foto: Alex Douglas/O Tempo/Folhapress)



















































Post publicado originalmente a 18 de outubro de 2014

Lula parece ter enlouquecido. O repórter Gabriel Castro registrou o que aconteceu hoje em BH, dia marcante na história das baixarias em campanhas presidenciais, mas, mesmo tendo sido correto e fiel ao que ocorreu, foi delicado ao evitar escrever que Lula tinha, na verdade, ares de alucinado ao despejar e/ou insinuar uma montanha de infâmias contra o candidato do PSDB à Presidência.

Logo ele, Lula, o arrogante que dizia pretender “ensinar” a FHC como ser ex-presidente quando deixasse o poder.

Lula está, pelo contrário, enlameando o cargo que exerceu e sujando ainda mais sua história política. Confiram e julguem vocês mesmos.

NO PONTO MAIS BAIXO DA CAMPANHA, LULA COMANDA SHOW DE BAIXARIAS EM MINAS

Por Gabriel Castro, de Belo Horizonte, para VEJA.com

Em um comício realizado em Belo Horizonte neste sábado – sem a presença de Dilma Rousseff -, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou os limites da inconsequência e comandou um show de baixarias e ofensas desmedidas contra Aécio Neves.

Foi o ponto mais baixo da campanha até aqui. E não apenas desta campanha: desde 1989 o Brasil não assistia a um festival de ataques como os que o PT hoje protagoniza em uma campanha.

Lula não apenas se utiliza das mesmas armas de que foi alvo na campanha contra Collor, como vai ainda mais longe. No comício, o ex-presidente citou o nome de Aécio muito mais que o de Dilma, que se tornou personagem secundário dos discursos.

A ordem era atacar, sem tréguas.

Em um discurso precedido por insultos pessoais ao tucano, Lula disse que Aécio usa violência contra as mulheres, por “experiência de vida”, e a tática de “partir para cima agredindo”.

Ao comentar a estratégia do tucano contra Dilma Rousseff, o ex-presidente insinuou que Aécio costuma bater em mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, afirmou Lula.

O ex-presidente também classificou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. E o comparou a Fernando Collor. O mesmo Fernando Collor que hoje divide palanques com Dilma, como há uma semana, em Alagoas. Lula ainda voltou a mencionar o episódio em que o adversário deixou de soprar o bafômetro em uma blitz no Rio de Janeiro.

Tática é transformar Dilma em “vítima”

O ato deste sábado deixou claro que a tática do PT na reta final da campanha, após o revés de Dilma Rousseff no debate do SBT, na quinta-feira, será a de expor a presidente Dilma como uma vítima das “grosserias” de Aécio.

Foi o que fez Lula neste sábado. “O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (…) . É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado. Eu não sei se ele teria coragem de ser tão grosseiro se o adversário dele fosse um homem”, disse o ex-presidente.

O ex-presidente comparou Aécio a Fernando Collor porque, segundo ele, a eleição do ex-presidente (aliado do PT) foi fruto da pressão da mídia e de um falso discurso do “novo”. “Em 1989, com medo de mim, com medo do Ulysses, do Brizola, com medo do Mário Covas, muitas vezes instigado pela imprensa, este país escolheu o Collor como presidente da República dizendo que era o novo. E vocês sabem o que aconteceu neste país.”

Lula também disse que Aécio age como Carlos Lacerda, o estridente líder da oposição a Getúlio Vargas, ao mencionar o “mar de lama” para “esconder o próprio rabo”.

O petista afirmou que, quando governou Minas Gerais, o tucano perseguiu professores de forma mais intensa do que a ditadura. “Não conheço, em nenhum momento da história, nem no regime militar, um momento em que os professores foram tão perseguidos como foram em Minas Gerais”, afirmou Lula. No vale-tudo, Lula tentou até subverter o tempo: indagou o que Aécio fazia quando Dilma foi presa por enfrentar a ditadura – ignorando que, na época, o tucano tinha apenas dez anos de idade.

Inacreditavelmente, Lula tentou definir o adversário com uma frase que resume de forma precisa a tática do PT: “É muito grave, porque as pessoas se acham no direito de desrespeitar os outros com muita facilidade e depois ir para a imprensa se passar de vítima. Não é possível.”

Mais ataques

Mais cedo, antes de Lula entrar no palanque, o mestre de cerimônias do comício leu uma carta de uma psicóloga petista que atribui a Aécio a prática de espancar mulheres e de uso de drogas, além de classificá-lo como “ser desprezível”, “cafajeste” e “playboy mimado”. Ela afirma que o tucano tem um “transtorno mental”.

Depois, o rapper Flávio Renegado, que discursou já na presença de Lula, do governador eleito Fernando Pimentel e de parlamentares petistas, disse que Aécio costumava fazer festinhas regadas a “pó royal”, uma gíria para cocaína. Durante o discurso de Lula, grande parte da militância presente emplacou um grito de “Aécio cheirador”, sob a complacência de Lula – o mesmo que, minutos antes, se orgulhara de nunca ter agido de forma desrespeitosa em nenhuma das campanhas eleitorais das quais participou.

COMENTÁRIO ADICIONAL DO BLOG

São inacreditáveis o cinismo e a desfaçatez de Lula quando, utilizando contra Aécio as mesmas táticas sórdidas de que Collor lançou mão contra ele em 1989, consegue fingir que critica Collor em seu discurso de alucinado.

O comportamento de Lula pode ser efeito de coisas que desconhecemos, mas certamente tem a ver com o desespero diante dos números, publicados hoje no jornal Estado de Minas, que mostram Aécio já com 12 pontos percentuais à frente de Dilma junto ao eleitorado mineiro. E com dados outros, como os do Datafolha mostrando que em dois grandes colégios eleitorais onde perdeu feio no primeiro turno, Aécio se recuperou espetacularmente — empatando com Dilma no Rio e ultrapassando-a no Rio Grande do Sul.

Collor, que usou em 1989 a mentira de que Lula pretendeu abortar uma filha, abraça o hoje amigão Lula: vale tudo para derrubar Aécio (Foto: veja.abril.com.br)



Então, está realmente valendo tudo, vale “fazer o diabo” para derrotar Aécio.

LULA É FALSO, HIPÓCRITA, ao fazer isso! O mesmo Collor que demonizou Lula de todas as formas em 1989 é hoje um aliado precioso do lulopetismo — alguém que Lula, agredido em sua vida pessoal de forma sórdida pelo adversário nas eleições daquele ano, acolheu depois com carinho no rebanho de apoiadores dos governos petistas.

Tal como fez em 2012, com o vergonhoso beija-mão a Maluf — alvo de denúncias e críticas do PT de toda uma vida — em busca de segundos de tempo na TV para seu apadrinhado Fernando Haddad, na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

LULA MENTE ao fingir que se dissocia de Collor. Sua pupila, Dilma Rousseff, cometeu o despautério, dias atrás, de criticar a corrupção num comício em Alagoas em que tinha Collor, de um lado, e Renan Calheiros, de outro — confirmando plenamente a assertiva do humorista José Simão de que “eztepaiz” é o país da piada pronta e, infelizmente, da falta cada vez mais generalizada de vergonha na cara.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sociedade Catarinense passa exemplo de CIDADÃNIA ao Brasil



Nesse video mostra-se a reação dos universitários que estão na UFSC que cansados da desordem promovida por traficantes e usuários de drogas dentro do Campus tem transformado a vida do acadêmico em um inferno onde não podem estudar nem circular livremente por ele sem serem assaltados.
Após uma ação da policia federal que prendeu esses traficantes dentro do campus, veio os esquerdistas com sua ideologia criminal de apologia tentar deturpar a paz no campus
Os próprios estudantes que lutam por melhoria de suas vidas, cansados tomam as rédeas de suas vidas e expulsam os esquerdistas do campus, recolocando a nossa bandeira Nacional, que houvera sido retirada do mastro para colocação de uma comunista.





Estudantes da UFSC retiram a bandeira hasteada pelos revolucionários esquerdistas e maconheiros que transformaram o campos num centro de produção de drogas, segundo denúncia da polícia federal. A sociedade civil tem que aprender a não tolerar que grupo antidemocráticos não podem tomar as rédeas

Doutrinação nas Escolas Públicas de SC ganha repercusão na Assembléia.



SC dando exemplo de como o estado tem que atuar



Vejam o video e notem que o próprio Secretário de Educação Estadual reconhece a doutrinação esquerdista e toma atitudes para evita-la no Estado de Santa Catarina, exemplo que todos os estados brasileiro deveriam seguir. 
A função da escola é orientar o aluno a pensar por si só, fornecendo-lhe instrumentos onde pode ele tirar suas conclusões e posteriormente, tomar por si só sua postura ideológica, não de implantar pré-conceitos de que  este lado é certo e este é errado.
É por essa doutrinação barata e criminosa que a nossa estrutura familiar e consequentemente Social esta sendo deturpada, onde vem surgindo a falta de respeito e de noção de responsabilidade nos jovens.
É sim um projeto de governo implantado pelo Fórum São Paulo que vêem sendo aplicado nas instituições de ensino. Assistam o vídeo e tirem suas próprias conclusões.



“Desvio de dinheiro é natural no serviço público” segundo Cid Gomes e Dilma.




Cid Gomes, novo Ministro da Educação, declara que “desvio de dinheiro é natural no serviço público”







“Desvio de dinheiro é natural e intrínseco ao serviço público”. A declaração foi feita pelo governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), na noite de segunda-feira (29). Reunido para articulação da campanha de Camilo Santana (PT), Cid esteve com demais lideranças da coligação em um hotel de Fortaleza.

O governador fez a declaração ao tentar defender o petista sobre o escândalo dos banheiros, em que Camilo foi citado como envolvido na polêmica. Na defesa, Cid ressalta que em todo governo há quem roube.

“Desde que existiu o dinheiro, existe quem procure roubar o dinheiro (sic). A diferença entre um governo sério e um governo conivente, é que o governo sério, quando descobre, pune. E foi o que o Camilo fez quando assumiu a secretaria [de Cidades] e viu que tinha um escândalo. Antes desse escândalo ser denunciado, ele já tinha demitido o responsável lá e tomou todas as providências”.

O cientista político Horácio Frota, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), discorda do governador. “Não acho que seja natural. No mundo tem corrupção, essa é uma das características do mundo globalizado, e temos visto em diversos países. Mas é algo que deve ser combatido”.

Ele ressaltou que a prática de corrupção acontece em diversos países, como Itália e Japão, que passaram recentemente por isso. “Além disso, durante algum tempo no Brasil, o crime de colarinho branco não tinha punição. Hoje, já temos avanços nesse sentido e uma acompanhamento dos casos maior do que antes”, finaliza.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

E-mail apócrifo alertou diretores em 2008




Funcionário autointitulado O Vigilante relatava parte das acusações que surgiram depois, na Operação Lava Jato


Texto cita Fernando Soares, o Baiano, como um dos lobistas que agia na Petrobras; hoje ele está preso

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO
Um e-mail de dezembro de 2008 que circulou na Petrobras já alertava diretores e gerentes que um cartel funcionava dentro da estatal, com divisão de obras por meio de influência política e de lobistas.

Com mais de cinco anos de antecedência, a mensagem relata parte das acusações contra a estatal que surgiram na Operação Lava Jato.

"Continua a ser praticada livremente toda a sorte de maracutaias e acertos' nas cúpulas da nossa Petrobras. Isso precisa acabar", defendia o funcionário que se autointitula O Vigilante.

O nome fictício que ele escolheu para enviar o e-mail, Norberto Andrade Camargo, é uma junção do nome de três empreiteiras que estão sob investigação na Lava Jato: a Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.

Mensagem anônima é considerada por especialistas como um dos instrumentos mais eficazes de combate à corrupção porque o denunciante pode falar o que quiser sem sofrer retaliações.

O e-mail foi enviado a quatro diretores e 16 executivos da petroleira. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, Renato Duque, ex-diretor de Serviços, e Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional, todos réus da Lava Jato sob acusação de terem recebido suborno, aparecem como destinatários, assim como Sérgio Machado, presidente da Transpetro.

Machado se licenciou do cargo depois que Costa disse ter recebido R$ 500 mil de propina dele por conta de contratos superfaturados.

O e-mail também foi enviado a Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente da estatal que diz ter alertado Graça Foster em 2007 dos desvios na diretoria de Abastecimento. À época, Graça, a atual presidente da Petrobras, era diretora de óleo e gás.

TODOS VÃO GANHAR

A maneira como o funcionário descreve o funcionamento do suposto cartel é similar à narrativa feita por dois delatores da Lava Jato: Julio Camargo e Augusto Miranda, da Setal. Segundo eles, havia um "clube" que loteava obras pagando propina a diretores.

O missivista diz que o fato de a Petrobras não aplicar a Lei das Licitações estimulou "falcatruas e desmandos": "Vence quem combinou vencer e ninguém se queixa, porque todos ganham (...). E ganha o diretor, ganha o lobista e ganha o político".

O e-mail cita o nome de Fernando Soares, chamado de Baianinho, como um dos lobistas que agia na estatal. Soares foi acusado por delatores de ter recebido US$ 40 milhões (R$ 106 milhões) de propina em 2009 e 2010 ao intermediar a venda de dois navios para a diretoria internacional, ocupada à época por Nestor Cerveró.

Soares está preso na Polícia Federal de Curitiba desde 18 de novembro sob acusação de intermediar propina.

O político que indicou Paulo Roberto para a diretoria de Abastecimento, José Janene (PP-PR), também é mencionado na mensagem ao lado do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). "Pobres diretores, tornaram-se escravos do Janene, do Jader Barbalho."

Janene morreu em 2010, de problemas cardíacos.

OUTRO LADO

A Petrobras não quis comentar o e-mail de 2008. O advogado de Fernando Soares, Mario de Oliveira Filho, diz que seu cliente só fez negócios lícitos na Petrobras.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Coronel Telhada e a direita boa de voto



O coronel da Rota que virou fenômeno nas redes sociais deixa a Câmara Municipal rumo à Assembleia. E tudo indica que o voo não acaba por aí










Coronel Telhada foi o segundo deputado estadual mais votado por São Paulo em 2014 - Reprodução/Facebook/VEJA
No último dia 26 de outubro, tão logo soube que presidente Dilma Rousseff (PT) estava reeleita, o vereador paulistano Paulo Adriano Lopes Telhada, coronel aposentado da Rota, sigla para Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a tropa de elite da Polícia Militar, correu para despejar sua frustração no Facebook: “Sul e o Sudeste deveriam iniciar o processo de independência de um país que prefere esmola do que o trabalho, preferem a desordem em vez da ordem, preferem o voto de cabresto do que a liberdade”. Em 24 horas, seu perfil na rede social ganhou mais de 25 000 novos adeptos – hoje, ele tem 221 000 seguidores. Filiado ao PSDB, Telhada é um dos expoentes de um grupo de políticos campeões de votos nas eleições deste ano erguendo bandeiras conservadoras.

No último pleito, Telhada foi o segundo deputado estadual mais bem votado para Assembleia Legislativa de São Paulo, com 254 000 votos. O coronel é um legítimo exemplo do neoconservadorismo brucutu – formado por políticos que às vezes perdem a razão, mas não deixam de dar seu recado. No plano nacional, o fenômeno de votos se repetiu com a eleição de políticos alinhados à direita, muitos ligados à bancada evangélica, como o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que recebeu 398.087 votos, e o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PP-RJ), o terceiro deputado federal mais votado do país, com 464.572 votos. E se é verdade que a linha dura agrada a uma significativa parcela da sociedade que andava órfã, também é fato que a verve incendiária tem um custo. A fala pós-urnas de Telhada foi duramente criticada, inclusive por integrantes do seu partido, que o consideram à direita das diretrizes programáticas do tucanato. “Aquilo foi um balão de ensaio e acabei tomando um tiro pela culatra. Eu queria apenas fazer um debate sobre a emancipação política de São Paulo. Na vida política, é preciso se policiar porque qualquer coisa que se faz inocentemente paga-se um sapo terrível”, diz.

Feliciano é dos principais alvos da patrulha de partidos e ativistas de esquerda, especialistas em guerrilha nas redes sociais. Suas declarações controversas pregaram-lhe a pecha de homofóbico e racista. O último a monopolizar os holofotes foi Bolsonaro, que acabou notabilizado por defender a causa certa da forma errada: ao criticar a parcialidade do relatório final da Comissão da Verdade, fez um ataque grotesco à deputada Maria do Rosário (PT-RS), que integra a tropa de choque governista.

Coronel Telhada não esconde as dificuldades que ainda sente no papel de político. Os últimos dois anos como vereador, seu primeiro cargo eletivo, têm lhe exigido bastante. Falante, ele percebeu que, uma vez eleito, suas palavras se espalham na internet como rastilho de pólvora – nenhuma outra declaração é tão ilustrativa quando a de que "bandido bom é bandido morto". “Eu não sou moralista, sou o maior porra louca que você pode pensar. Eu gosto das coisas certas, eu adoro rock n’ roll, adoro brincar, conversar, falar besteira, mas eu sou milico, tenho uma formação militar, se me der uma ordem, eu vou cumprir.”

O rótulo de intolerante foi reforçado há cerca de dois anos, quando foi acusado por um repórter do jornal Folha de S. Paulo de tê-lo ameaçado de morte após publicar uma reportagem crítica às postagens do coronel no Facebook. Na rede social, o coronel usa o termo “vagabundo” para se referir a criminosos. Incomodado, Telhada usou sua página na rede social para atacar o repórter, o que causou uma reação agressiva de seus seguidores. Embora rechace a fama de mau, Telhada conta resignado que ela o acompanhou durante a carreira policial. “Sou mal visto na polícia porque eu sou um cara que mata bandido, que faz bico. Não sou bem visto, não sou da elite, mas isso mudou depois que eu virei político. Toda vez que eu quis voltar para a Rota eu ouvi um sonoro 'não' e que eu sou perigoso para a Polícia Militar.”

Telhada passou a ser figura carimbada no noticiário policial no fim dos anos 1990, quando comandava o 7º Batalhão da Polícia Militar de São Paulo. Localizado no Centro da capital paulista, o batalhão era responsável por áreas críticas da cidade, como a Cracolândia. Foi uma das operações que comandou para retirar usuários de drogas do local que o alçou à fama; a ação foi transmitida ao vivo na TV pelo apresentador José Luiz Datena, na TV Record. A exposição o ajudou a conseguir mais bicos nas horas de folga, como os 15 anos que cuidou da segurança particular do apresentador Gugu Liberato. O fã-clube só cresceu ao longo dos anos. Admiradores enviam cartas diariamente para o seu gabinete na Câmara – uma delas, recebida na última semana, o alertava para a possibilidade de ser envenenado por inimigos. “O mal entra pela boca, ou seja, tenha cuidado com o que vai comer. Só coma o que todos estiverem comendo”, escreveu o admirador.

Apesar de ter achado graça no alerta, Telhada leva a sério as ameaças reais e recorrentes feitas pelo crime organizado. Na última sexta-feira, ele recebeu alerta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de que um membro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) prometeu matá-lo de dentro da Penitenciária do Tremembé, no interior de São Paulo. Para se proteger, ele anda armado. “Matar um Telhada é prêmio para o crime organizado”, afirma.

A popularidade conquistada ao longo do anos só ficou evidente para ele quando assumiu o comando da Rota, em maio de 2009. Na ocasião, Telhada seguiu o protocolo e fez uma grande festa para se apresentar à tropa. O evento lotou o quartel localizado na Luz, no Centro de São Paulo, de pessoas que queriam conhecer o coronel. “Aí eu tive a noção da minha fama. O meu filho passa pela mesma coisa agora como tenente da Rota. Em toda festa da Rota, eu não consigo sair do lugar, são duas três horas tirando foto, dando autógrafo. O pessoal leva os livros para eu autografar”, diz. Rafael Henrique Telhada, de 28 anos, foi promovido recentemente a tenente da Rota.

Como comandante e coronel, era comum Telhada receber cartas de mulheres apaixonadas que ele sempre fez questão de mostrar à esposa, sua primeira namorada, com quem é casado desde 1985. “Eu tinha um bigodão na época, tipo Pancho Vila, coisa de tenente da Rota.”

Aposentado da polícia desde 2011, Telhada mantém as obrigações como militar em dia. Pratica exercícios físicos regularmente, “porque tem uma tendência enorme de engordar”, e entra em ação quando presencia algum crime. Foi assim que chamou a atenção dos colegas parlamentares há algumas semanas quando voltou para a Câmara Municipal após o almoço com a camisa suja de sangue: minutos antes, ele lutou e prendeu um menor que tentava roubar o celular. “Qualquer cidadão pode dar voz de prisão a alguém, mas um militar tem esse dever. Eu amo ser policial, largaria tudo que estou fazendo para voltar a ser policial. Quase pirei quando me aposentei.”

Segundo Telhada, é justamente a mente treinada a reagir de forma prática que atrapalha sua adaptação como parlamentar. “O trabalho como vereador é mais burocrático, diferente do policial. No quartel, se me falam ‘vamos lá prender aquele cara’, eu vou. Se ele atirar, eu atiro de volta. Se ele morrer, dane-se. Como militar, sou muito simples.”

O jogo de cintura, porém, tem sido requisitado mais vezes nos últimos meses desde que ganhou força o movimento nas redes sociais pelo impeachment da presidente Dilma. Telhada conta que é rotineiramente convocado a liderar uma intervenção militar para retirar a petista do poder – o que ele diz ser totalmente contra. “Isso é um absurdo, se quisermos mudar o presidente, vamos mudar no voto. Se fizermos essa ilegalidade, o primeiro sangue que vão derramar será o nosso, dos militares. Eu vou perder meu filho. É meu neném que vai morrer, você acha que eu quero isso? Cansei de carregar alça de caixão. Eu não quero que ninguém morra pela liberdade do país.”

O coronel bom de voto até chegou a participar de uma manifestação recentemente na Avenida Paulista na qual subiu num carro de som para pedir a prisão dos envolvidos no megaesquema de corrupção que sangrou a Petrobras. “Eu odeio manifestação. Mas me chamaram e eu fui lá, subi no caminhão, foi legal, todo mundo bateu palmas, mas é difícil. Fico ncomodado em fechar uma avenida, o cidadão quer ir para casa e eu fico lá travando o trânsito.”

A metralhadora verbal não poupa nem seu partido, o PSDB, o qual acusa de não levá-lo muito a sério. Como deputado estadual, Telhada não será mais um vereador de oposição, mas um integrante da ampla base parlamentar do governador Geraldo Alckmin. “Nesses vinte anos que o PSDB está no governo paulista, a segurança pública só degringolou. A valorização do pessoal é uma porcaria, precisamos rever isso urgentemente. Minha função na Assembleia Legislativa vai ser mudar a visão do PSDB em relação à Polícia Militar”, diz o coronel, que assume estudar propostas para integrar outros partidos, como o ainda embrionário Partido Militar Brasileiro.

Cauteloso ao falar de seu futuro na política, coronel Telhada diz que manterá o foco em seu mandato como deputado estadual, mas assume que almeja voos mais altos – precisamente, uma cadeira no Senado. “Eu queria ter poder de mando, colocar essa cidade em ordem, queria ter uma varinha de condão para fazer isso. Senador eu acho um cargo legal, poder representar São Paulo em Brasília”, diz. Se depender dos admiradores nas redes sociais, votos não faltarão para chegar lá.