segunda-feira, 27 de abril de 2015

Lula manda o MST ir para guerra contra caminhoneiros e opositores de Dilma


É guerra civil! Declarada pelo Molusco 51...

Lula diz que 'ninguém o fará abaixar a cabeça', no Brasil.
O ex-presidente Lula, que andava um tanto sumido, resolveu fazer ameaças “veladas” e incitar até mesmo o que poderia ser uma guerra civil no país.
RELEMBRE: Coronel diz: 'vai ter guerra civil e vai ser sangrenta, mas o exército está atento'
REVEJA: Líder dos caminhoneiros desmente governo e globo. Revoltados, eles seguem com bloqueios
Em ato supostamente a favor da Petrobras, e na prática a favor da quadrilha instalada na estatal, Lula atacou a imprensa, repetiu que estão tentando “criminalizar” o PT, voltou a mencionar que a elite não suportaria a ascensão social dos mais pobres, e ainda citou o MST como braço armado pronto para enfrentar esses “inimigos”:
Nossa querida Dilma tem que levantar a cabeça e dizer: eu ganhei as eleições. E governar o país. Não pode ficar dando trela senão ficamos paralisados – disse Lula, queixando-se principalmente do que ele chamou de condenação antecipada da imprensa e da oposição. – Nós ganhamos a eleição e parecemos envergonhados. Eles perderam e andam por aí, pomposos.
Minutos depois de ouvir um apelo do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, para que Lula volte às ruas para liderar manifestações em defesa da Petrobras, o ex-presidente cobrou dos militantes do PT e dos sindicatos uma reação.
– Em vez de ficarmos chorando, vamos defender o que é nosso. Defender a Petrobras é defender a democracia e defender a democracia é defender a continuidade do desenvolvimento social nesse país – afirmou, aplaudido. – Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas.
Que exército é esse de Stédile? A que ponto chegamos? Um ex-presidente da República chama de exército um grupo de invasores criminosos liderados por um sujeito que, em qualquer país sério do mundo, estaria cumprindo pena atrás das grades por todos os seus crimes. O escárnio com as leis do país, vindo de um ex-presidente, é uma afronta ao estado de direito. Então quer dizer que Lula assume o que todos já sabiam, que o MST é uma espécie de exército paralelo?

E fica por isso mesmo? Eis o vídeo:




Depois de tanto apoiar o governo petista e levar uma “facada pelas costas”, centrais sindicais se mobilizam em protestos contra o governo Dilma








E a vaca tossiu…

Trabalhadores se dizem enganados e pressionada, centrais sindicais que apoiaram a reeleição de Dilma, fazem protestos pelo Brasil

“A vaca tossiu”, diziam cartazes empunhados por militantes da Força Sindical na Avenida Paulista, em meio a um protesto organizado pelas maiores centrais sindicais do país para se opor às “medidas impopulares” adotadas pelo governo recentemente

A frase é uma referência a uma declaração feita pela presidente Dilma Rousseff em setembro, durante a corrida eleitoral, quando ela garantiu que não iria mexer no direito dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”.

Para muitos sindicalistas, a presidente quebrou sua promessa de campanha ao mudar, com duas medidas provisórias, as regras de acesso ao benefícios trabalhistas e previdenciários ? como pensão por morte, abono salarial, auxílio doença e seguro-desemprego.

Por isso, nesta quarta-feira, as principais centrais sindicais do país organizaram protestos conjuntos em diversas cidades brasileiras para pedir a revogação dessas medidas.
Estiveram envolvidas nas marchas desde a Central Única dos Trabalhadores (CUT) até a Força Sindical, Conlutas e UGT.

Mas se parece haver um descontentamento geral entre os sindicalistas com as novas políticas adotadas pelo governo para ajustar suas contas, também há divisões importantes entre seus movimentos, como explica o sociólogo Paulo Baía, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Enquanto algumas centrais como a Força Sindical flertam com partidos de oposição, a CUT sempre foi mais próxima do governo ? tendo, inclusive, apoiado a candidatura de Dilma ao segundo mandato.

“Os sindicalistas que apoiaram a presidente agora estão em uma saia justa para explicar mudanças em direitos trabalhistas e previdenciários”, diz Baía.

CUT EM CIMA DO MURO

“A CUT ainda parece estar cuidadosa para não bater de frente com o governo ? sua participação nos protestos parece quase um jogo de cena. Mas, se o governo continuar a anunciar essas medidas impopulares, ela vai ter de fazer uma escolha. Precisará sair de cima do muro se quiser levar as pessoas para as ruas”, opina.
No protesto desta quarta-feira, os líderes sindicais filiados a CUT de fato evitaram críticas diretas a Dilma, apesar de reclamar da “falta de diálogo” com o governo.

Uma militante da Central chegou a discutir com um manifestante com camisa da Força Sindical que carregava uma bandeira em que se lia:”Fora Dilma”.
“Não dá para partidarizar a nossa luta. Você tem de por aí também um ‘Fora Alckmin!’”, disse ele.

“O problema é que os cortes (nos benefícios sociais) foram decididos com uma canetada. Não consultaram nenhum representante dos trabalhadores”, opina Tião Cardoso, secretário-geral da CUT em São Paulo.

Erick Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, ligado a CUT, garante que a central sindical consegue separar sua militância petista de seu trabalho como representante dos trabalhadores.

“Nossa visão é que há um jogo de forças dentro governo. A administração federal está errando ao tomar medidas que favorecem mais o mercado financeiro, mas vamos trabalhar para recobrar um equilíbrio de forças a favor dos trabalhadores”, explica.

Medidas

As mudanças a que as centrais sindicais se opõem fazem parte de uma série de medidas anunciadas pela nova equipe econômica para ajustar as contas do governo ? e que incluem, além de cortes de gastos públicos também um aumento de alguns impostos (como o IOF).

Nesta terça-feira, Dilma defendeu os ajustes em sua primeira reunião ministerial do segundo mandato.

“Tomamos algumas medidas de caráter corretivo, ou seja, medidas estruturais que se mostram necessárias”, disse a presidente. “Estamos diante de da necessidade de promover um reequilíbrio fiscal.”

O governo prometeu sentar com as principais centrais sindicais do país para discutir o tema do seguro-desemprego ? e não está claro se pode ceder em algum ponto.

As duas medidas provisórias que alteram o acesso aos direitos trabalhistas e previdenciários também precisam ser aprovadas no Congresso.

Elas estipulam, por exemplo, que os trabalhadores precisarão trabalhar 18 em vez dos atuais 6 meses para poder receber o seguro-desemprego.

“Dilma mentiu e estamos protestando para mostrar que não vamos tolerar isso”, diz Marcos Sandoval, diretor do Sindicato Nacional dos Aposentados, que segura um dos cartazes com referência à promessa supostamente quebrada da presidente.

Os sindicatos prometem mais protestos para pressionar o Legislativo a fazer mudanças. Para Baía, porém, ainda não está claro se eles conseguirão uma mobilização social significativa em torno do tema.

“Eles terão de encher as ruas para sensibilizar o novo Congresso. E durante os protestos de junho de 2013, por exemplo, ficou claro que muita gente não se sentia representada pelos sindicatos”, diz Baía. Com informações BB Brasil.

Ex-deputado valentão, preso, André Vargas pode ter passado a mão em R$ 1 bilhão da Caixa





Ergue o punho agora!?


Segundo investigações da Operação Lava Jato, a empresa de tecnologia contratada pelo banco público era usada pelo ex­-parlamentar como duto de prop Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e outros são condenados na Lava Jato

No dia 10 deste mês, a força­-tarefa que investiga o escândalo da Petrobrás deflagrou sua 11.ª etapa, esta dedicada aos negócios suspeitos de Vargas, que deixou o PT e o Congresso em meio à revelação de sua ligação com o doleiro Alberto Youssef. As suspeitas levantadas na nova etapa da operação recaíram sobre contratos da Caixa e também do Ministério da Saúde.
Os investigadores da Lava Jato revelaram ter evidências de que pelo menos R$ 2,3 milhões recebidos pela IT7 entre 2013 e 2014 foram lavados por meio de subcontratações de outras empresas para realização de serviços fictícios. No fim, o dinheiro, segundo a Polícia Federal, ia parar nas mãos de Vargas, que hoje está preso em Curitiba por ordem do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato. Agora, a força­-tarefa tenta saber se um volume maior foi desviado.

Até agora inédito, o valor total dos negócios da Caixa Econômica Federal com a IT7 Sistemas – R$ 87,4 milhões – foi informado pelo próprio banco a pedido do Estado. Desde quando as suspeitas vieram à tona, no dia 10 passado, a Caixa suspendeu os pagamentos à companhia que tem Leon Vargas, irmão de André, como um dos sócios.

A IT7 já teve contratos com outros órgãos do governo federal como o Serviço de Processamento de Dados (Serpro). As suspeitas, por ora, recaem apenas sobre acordos da Caixa e da Saúde.

Pregão. A Caixa Econômica Federal informou ter firmado dois contratos com a IT7 por meio de pregão eletrônico para fornecimento de licença de produtos da companhia Oracle (banco de dados) e serviços de manutenção. A empresa, segundo o banco estatal, venceu o pregão porque ofereceu o menor preço.

No primeiro contrato, pagou R$ 16 milhões, sendo R$ 13,4 milhões pela compra da licença e R$ 2,7 milhões pelos serviços de manutenção entre março de 2012 e março de 2013. Pelo segundo contrato, que vigoraria até o fim deste ano, o banco estatal pagou R$ 49 milhões pela licença e desembolsaria R$ 22,5 milhões pela manutenção do software por dois anos, de dezembro de 2013 a dezembro de 2015. Dessa última quantia, R$ 10 milhões não chegaram a sair dos cofres do banco público pois os pagamentos foram suspensos. Ou seja, no total, o banco pagou R$ 77,5 milhões à empresa de tecnologia do irmão do ex­-deputado André Vargas.

Trata­-se de um valor bem maior do que o estimado por Sérgio Moro nas justificativas da ordem de prisão do ex­-parlamentar. O juiz federal que atua no Paraná estimava que a Caixa tivesse desembolsado algo em torno de R$ 50 milhões para a IT7.

A Caixa também contratou a outra empresa investigada na 11.ª fase da Lava Jato, a agência de publicidade Borghi/Lowe. O banco estatal repassou R$ 949 milhões por dois contratos – o primeiro de agosto de 2008 a abril de 2013 e o segundo, firmado em 2013 e que ainda estava em vigor quando a operação foi deflagrada. O primeiro contrato era dividido com as agências Fischer&Friends e a Nova SB e o segundo, com Artplan, Heads e Nova SB.

Segundo a investigação, Ricardo Hoffmann, diretor­-geral da agência, era quem autorizava o pagamento para empresas subcontratadas que acabavam repassando as quantias para Vargas.

Assim como o ex­-parlamentar petista, Hoffmann está preso em Curitiba. Segundo publicou nesta quinta­-feira, 23, o jornal Folha de S.Paulo, o dono da agência de publicidade estaria disposto a fazer delação premiada em troca de eventual redução de pena. Advogados de Hoffmann negam publicamente que essa seja, no momento, a intenção de seu cliente.

Atualizado. No total, as duas empresas suspeitas de fazer pagamentos que iriam parar nas mãos de Vargas – IT7 Sistemas e Borghi/Lowe – receberam da Caixa Econômica Federal R$ 1,036 bilhão em valores não corrigidos pela inflação nos últimos oito anos.

Já o Ministério da Saúde, o outro órgão governamental sob suspeita na 11.ª fase da Lava Jato, desembolsou R$ 113 milhões à agência Borghi/Lowe, de acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência. O valor foi repassado pelo ministério em 2011, depois de fechar o contrato no ano anterior, e é referente a campanhas de publicidade do Programa Mais Médicos, uma das principais bandeiras do governo Dilma Rousseff, e de campanhas de prevenção de doenças como tuberculose, poliomielite e a gripe H1N1.

A Lava Jato foi deflagrada em 17 de março de 2014 e tinha os negócios de Youssef como alvo inicial. Com o passar do tempo, além de descobrir as conexões políticas do doleiro – como sua relação com Vargas –, a força­-tarefa da operação acabou se deparando com os desvios nas mega-obras da Petrobrás, cujo montante admitido pela própria estatal pode ter chegado a R$ 6,42 bilhões entre 2004 e 2012. (As informações são do Estadão)

Vice-presidente é retirado às pressas de abertura de feira







A abertura de uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, foi interrompida por manifestantes Fora PT. O vice-presidente, Michel Temer (PMDB), participava doa solenidade e foi retirado às pressas do evento, na manhã desta segunda-feira (27).
Cerca de 30 manifestantes fizeram bastante barulho durante a cerimônia. Com buzinas, apitos e gritos de “Fora PT”, eles impediram a continuidade da solenidade.
Assessores de segurança da Presidência retiraram Michel Temer do espaço e a entrevista coletiva que seria dada à imprensa acabou sendo suspensa.
No espaço de 440 mil metros quadrados, a Agrishow é a única feira do Brasil que conta com a presença de pequenos, médios e grandes fabricantes expondo. É possível encontrar uma enorme variedade de produtos e serviços que atende a todos os produtores rurais, não importa o tamanho da sua propriedade e cultura.
Um ambiente de atualização profissional, lançamentos, divulgação das próximas tendências do setor e onde grandes tecnologias são de fato demonstradas durante o evento.
A Agrishow começou hoje e vai até a próxima sexta-feira.

terça-feira, 14 de abril de 2015

17:15 h - HORA DO AVE PENSAR












Aproveitando que agora é hora de nada, vamos relembrar algumas produções que fiz no decorrer da semana que se foi:
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PROFETIZEI:
1. Nada vai mudar;
2. A Dilma termina o mandato em 2018 e passa a faixa para o Lula;
3. A Petrobrás encolhe, mas continua a financiar os partidos políticos no governo;
4. O regime fica meio parlamentarista, com Cunha e Renan mandando muito;
5. São Paulo continua a carregar o Brasil nas costas;
6. Fim dos concursos. A Dilma terceiriza tudo e contrata todos os filiados do PT;
7. O BNDES financia até a compra de papel higiênico na Venezuela falida;
8. O Brasil assume Cuba como o nosso Distrito Federal caribenho;
9. A Luz sobe mais 80% este ano;
10. Fim do salário-desemprego já que mais de 50% está desempregada;
11. A Dilma se casa com o Jean Wills;
12. O juiz moro é demitido pelo Tófoli por justa causa;
13. A Polícia Federal é retirada das fronteiras, aeroportos e portos e só emite passaportes;
14. Legalizam o tráfico de drogas e de armas, permanece proibido o uso de dinamite;
15. O povo está triste porque o Brasil perdeu a Copa, as Olimpíadas, a vergonha na cara e a esperança.
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O FIM DA LUTA DE CLASSES
via sindicatos é uma realidade. A quantidade de pelegos é tão grande que parece um governo paralelo, algo oficial, chapa branca. As defasagens salarias vão sendo enfiadas embaixo do tapete e o salário das categorias perdendo poder de compra.
Os professores, por exemplo, que deveriam ter sido os primeiros a expulsar os militantes-pelegos de suas direções sindicais, perdem a cada dia salário, prestígio social e percepção de utilidade pública (alguém se importa com greves de 100 dias?). Luta de classes acabou com a esquerda no poder?
Claro que os merdas-pseudos-intelectuais vão dizer que sim. Mas, a realidade marxista diz que não (eu li Marx e Mises).
Eu não acredito que um sindicato sustentado pelo dinheiro público vá se transformar em linha de frente na luta pela categoria.
Falta independência.
Se é para ser marxista, vamos ser de verdade.
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O POVO QUER FORA DILMA
nada de 3º turno de eleição. É muita safadeza dizer que o povo nas ruas pediu reforma. O povo quer derrubar a casa. Chega de roubalheira. Ninguém quer o PT e PMDB fazendo reforma política, pois isso é a mesma coisa que mandar a raposa arrumar o galinheiro.

Texto - RUY FERREIRA.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

12 DE ABRIL 3 – A “Marcha a Brasília” e a “Pauta dos 50”. A oposição surgida na sociedade se manifesta e cobra a outra, a do Parlamento




Kim Kataguiri (no protesto do dia 15): ele anuncia a “Marcha a Brasília”












Rogério Chequer (no dia 15 passado): o próximo passo é a “Pauta dos 50″














O Movimento Brasil Livre anunciou neste domingo que dará início, no próximo dia 17, a uma “Marcha a Brasília”. A turma sairá da Praça Panamericana, em São Paulo. Segundo Kim Kataguiri, 19 anos, um dos coordenadores do MBL, o objetivo é chegar à capital federal no dia 17 de maio e lá promover uma grande manifestação.

O “Vem Pra Rua” também vai para o Planalto. Rogério Chequer, um dos coordenadores, diz que representantes de 50 movimentos que se opõem, vamos dizer, ao “statu quo” apresentarão a pauta das ruas ao Congresso Nacional nesta quarta, dia 15.

Tenho insistido neste aspecto, como sabem: uma das novidades, desta feita, é haver um “depois”. Tão logo se desocupam as ruas, há pessoas planejando o momento seguinte. E uma das boas notícias é que elas não se orientam segundo a lógica da oposição formal. Esse não formalismo, no entanto, não esbarra em práticas ilegais e violentas, como é o corriqueiro entre as esquerdas.

Neste domingo, note-se, a oposição também foi alvo de críticas na Paulista. Kataguiri disse que ela não pode continuar com uma “postura frouxa”. Renan Santos, também do MBL, cobrou uma presença maior do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no debate e disse que ele “sumiu”. Os manifestantes exortaram ainda os senadores tucanos Aloysio Nunes e José Serra, ambos de São Paulo, e os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), a encaminhar o pedido de impeachment de Dilma.

Eis mais um sinal da, como posso chamar?, salubridade desses movimentos de protesto. Sua pauta tem mesmo de ser mais ampla e mais radical do que a das oposições formais. Eles têm de ser para o oposicionismo, em alguma medida, o que os ditos “movimentos sociais” são para o petismo, mas com uma diferença: os grupos militantes são meras franjas do PT ou de partidecos de esquerda; dependem, para existir, do suporte dessas legendas e, com frequência, do estado. Já as forças que se organizam contra o lulo-petismo são, de fato, independentes. Não têm nenhum vínculo formal e doutrinário com os tucanos.

“Ah, então o MBL ou o Vem Pra Rua não reconhecem o papel institucional da oposição?” Tolice! Se não reconhecessem, não estariam fazendo cobranças. O que eles estão dizendo é que fatias crescentes do Brasil têm um nível de urgência que ainda não foi percebido pela oposição institucional.

Tratei desse assunto na minha coluna de sexta na Folha, que segue abaixo, reproduzida na íntegra. Notem ali que afirmo que o PSDB também terá de se reinventar se não quiser ser tragado junto com o PT.
*
Trabalhadores sem partido, uni-vos!

Um amigo, Felipe Nogueira, me sugeriu o tema desta coluna. Há uma nova consciência se formando no país. Ela não sabe direito quais são os pressupostos do PT. Também não tem muito claros os fundamentos do PSDB. Uma coisa é certa: essa turma não é mais refém dessa dualidade que, a seu modo, só interessava aos litigantes, como em “Os Duelistas”, o excelente filme de estreia de Ridley Scott. As personagens de Harvey Keytel e Keith Carradine passam a vida tentando matar um ao outro. Até o dia em que o desequilíbrio acontece, e um deles morre.

Bem, e aí? Aí o filme acaba em melancolia. Não estou dando spoiler nenhum. Por óbvio, haveria a hora em que um dos dois cometeria um erro. Aconteceu. E o outro pôde experimentar, então, a verdadeira solidão.

Há um novo lugar na política brasileira que, até agora, não foi ocupado por ninguém. Os milhares, ou milhões, que saíram às ruas no dia 15 de março são órfãos de partido, são órfãos de representação, são órfãos de porta-vozes. A maioria conservadora do país –que excita o tédio e a fúria pretensamente elegantes e inequivocamente persecutórios da revista “Piauí”– não encontra seus representantes na política institucional.

É crescente o número de pessoas dessa maioria a perceber que os tucanos, por exemplo, continuam, com as exceções de praxe, com medo “do povo que há” porque demasiadamente preocupados “com o povo a haver”. Peessedebistas, em suma, ainda privilegiam em seu discurso uma população, digamos, escoimada de suas supostas impurezas.

Vários movimentos que se opõem ao atual estado de coisas convocaram um protesto para este domingo, dia 12. Talvez reúna menos gente do que o do dia 15 de março. Superar aquele marco não é relevante. Nenhuma sociedade, a menos que viva uma convulsão pré-revolucionária, se mantém permanentemente na rua contra o “statu quo”.

O sintoma que interessa ao futuro é outro. Mesmo liderando uma máquina ainda poderosa e organizada, CUT e PT protagonizaram um vexame na terça passada. Nem os companheiros compareceram ao enterro da última quimera de Luiz Inácio Lula da Silva. Quem apostaria, até outro dia, que a prontidão de mulheres e homens comuns, sem o abrigo de bandeiras, superaria a da militância organizada? Mas hoje é assim.

Os procuradores da velha ordem ainda insistem em ouvir no alarido dessa rua sem pedigree o sotaque daquela dualidade que interessava a oportunistas e picaretas. Acabou. Não há mais. Quando a esquerda financeira da revista chique para botocudo faz pouco caso da direita-sem-banco que produz, bate panelas e se nega a financiar o PT, a gente tem de concluir que algo de efetivamente novo está em curso no país. Para a tristeza dos dinossauros de punhos de renda.

E essa novidade não depende nem da adesão nem da bênção daqueles que se queriam os donatários da legitimidade das causas. A tão sonhada, pelas esquerdas, “democratização” dos meios de comunicação se realiza na prática e leva à praça a voz dos que trabalham e arrecadam impostos. E isso parece insuportável aos ouvidos dos distributivistas do fruto do trabalho alheio –desde que o spread bancário financie a boa consciência, é claro!

Tucanos versus petistas? Que coisa velha, santo Deus! Também o PSDB terá de se reinventar, e haverá de ser à direita, se não quiser ser banido, junto com o PT, do universo de referências desses que ora despertam. 

Texto publicado originalmente às 19h53 deste domingo

Por Reinaldo Azevedo

Os reacionários de esquerda, inclusive da grande imprensa, podem ladrar à vontade. A caravana vai passar








Movimentos que convocaram as duas grandes manifestações de protesto contra o governo Dilma decidiram iniciar uma segunda fase de sua luta: o caminho agora é Brasília. Já demonstraram que estão em conexão com a larga maioria do povo brasileiro, conforme atesta pesquisa Datafolha. É chegada a hora de — atenção para este verbo — tensionar as instituições. Isso supõe um diálogo altivo com elas. O Movimento Brasil Livre (MBL) dará início, no próximo dia 17 a uma Marcha — sim, a pé — a Brasília. O objetivo é chegar à capital federal um mês depois e lá promover uma grande manifestação. O Vem pra Rua pretende apresentar, no próximo dia 15, uma pauta que reúne reivindicações de 50 organizações que se opõem ao atual estado de coisas.

Esse é o caminho natural. Falei há pouco com Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL. Perguntei se a pauta principal da marcha é o impeachment de Dilma, como foi noticiado por aí. Ainda que o movimento veja razões para tanto — e elas existem —, a moçada não é ingênua. É evidente que ninguém marcha para Brasília para pedir “o impeachment ou nada”. Os coordenadores do MBL reconhecem que o impedimento é uma questão jurídica e política. Logo, depende das leis e das circunstâncias. Assim, chegou a hora de esses movimentos exigirem uma interlocução com as instituições, que não pertencem ao governo do PT, mas ao estado brasileiro.

O mesmo vale para o Vem pra Rua. Na entrevista que concedeu ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, Rogério Chequer já havia falado da necessidade de articular as dezenas de grupos que hoje se organizam cobrando mudanças efetivas no país. Isso tem de virar uma pauta. Assim, esses movimentos se preparam para o diálogo dos fortes, não para a cooptação.

E, à diferença do que pretendem os reacionários de esquerda, inclusive os incrustados na grande imprensa, eles já avançaram bastante até aqui. Organizaram, em menos de um mês, duas grandes manifestações. E o fizeram contra a máquina oficial de propaganda e contra a incredulidade de analistas políticos e uma safra de colunistas intelectualmente safados como raramente se viu.

Sou antigo nesse troço de manifestação. Sei bem o que é participar de um movimento com a imprensa unanimemente a favor. Foi assim nas Diretas- Já. Era moleza! Parecia que o mundo inteiro estava com a gente. No impeachment de Collor, eu já era jornalista. Aí posso falar, vamos dizer, da adesão “por dentro”. Ainda que houvesse, e havia, o cuidado para não distorcer os fatos em prejuízo do então presidente, era evidente que a seleção da pauta se dava em favor do impeachment.

Agora, a coisa é bem diferente. Há, sim, jornalistas simpáticos aos que se manifestam. Mas, na média, a chamada grande imprensa vê movimentos como o Vem pra Rua, o Brasil Livre e o Revoltados Online com o pé atrás. Jornalistas têm certa compulsão por aquilo que julgam ser o “progressismo”. Se os que se manifestam não adotam a pauta que consideram universal — geralmente ligada à área de costumes —, tendem a entortar o nariz e a colar na turma a pecha de “reacionária”.

O que estou dizendo, com todas as letras, é que a imprensa, nas décadas de 80 e 90, respectivamente, turbinava os atos em favor das Diretas e do impeachment de Collor. Desta feita, faz o contrário. As manifestações de rua se impuseram apesar do jornalismo, não com a sua ajuda. A primeira tentação, basta olhar os arquivos, foi ver nas ruas a pressão da elite branca.

A moçada venceu o pelotão de fuzilamento moral e a barreira da desqualificação. O fel do colunismo de esquerda e o jogo pesado dos blogs sujos se mostraram irrelevantes. A patrulha do petismo nas redes sociais chamou atenção mais pelo seu lado patético do que por sua eficiência.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardozo recomendou que os partidos de oposição não se confundam com esses movimentos da sociedade civil. Ele está certo. Como estão certos esses movimentos ao criticar o que consideram frouxidão das oposições. É preciso não confundir os papéis. As democracias avançam — e não estou dizendo nenhuma novidade; há sólida teoria a respeito — quando indivíduos, organizados em grupos, levam adiante a bandeira da convicção; às forças institucionais, cabem os limites da responsabilidade. É a tensão desses dois vetores que produz avanços. Nem a convicção deve sair por aí a cortar cabeças, como um Robespierre mais ensandecido do que o original, nem a responsabilidade deve engessar as demandas vivas da sociedade, congelando o statu quo e imobilizando os atores sociais.

É saudável que grupos de pressão na sociedade tenham uma pauta mais ousada e avançada — dados seus pressupostos e seus valores — do que as oposições institucionais. É assim que tem de ser. A pauta do Vem pra Rua, do Movimento Brasil Livre ou do Revoltados Online não se resume ao impeachment de Dilma, que pode acontecer ou não. Caso se dê, é preciso ter um amanhã; caso não se dê, também. E, é claro!, se as oposições que temos não souberem ler a realidade, serão superadas pelos fatos.

Os reacionários de esquerda, em especial alguns colunistas do nariz marrom, estão expelindo sua baba hidrófoba contra esses movimentos. Acham um absurdo e uma violência que uma de suas palavras de ordem seja “Fora PT”, mas viam uma verdadeira poesia quando os petistas gritavam “Fora Sarney”, “Fora Collor” e “Fora FHC”.

Podem ladrar à vontade. A caravana vai passar.

Por Reinaldo Azevedo