quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

VERGONHA NACIONAL









Deputado Estadual Coronel Taborelli do estado de Mato-Grosso afirma que decisão do Ministro Dias Tóffoli é parcial e envergonha o Judiciário.
Na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (AL/MT), em sessão ordinária na manhã desta quinta-feira (05.02), o Deputado estadual Pery Taborelli, popular coronel Taborelli (PV), externou sua preocupação quanto ao tráfico de influência cometido pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministro Dias Toffóli, para julgar recurso do candidato ficha suja, Valdir Barranco (PT).
O Ministro já advogou para o Partido dos Trabalhadores (PT), e sua decisão, em tornar Barranco elegível, transpareceu estar usando da instância superior para continuar defendendo interesses partidários.
Taborelli relatou que acompanhou o julgamento do recurso de Barranco em Brasília, e se sentiu vítima “de um Ministro parcial e mal intencionado”.
De acordo com o Deputado, “mesmo estando claro que Valdir Barranco é ficha suja e causou prejuízo ao erário, o Ministro cerrou os olhos e proferiu uma decisão esdrúxula, que fere não apenas a legislação vigente, mas, sobretudo, o entendimento da própria Corte, que em inúmeras oportunidades deixou claro que, não é competente para adentrar aos fatos já debatidos nas instâncias inferiores”.
A justificativa do Ministro para tornar Barranco elegível, e comprometer o mandato de Taborelli, foi que as contas do petista referente ao exercício de 2007, quando prefeito de Nova Bandeirantes (MT), somente foram reprovadas, pois, não cedeu as pressões dos vereadores daquele município, que supostamente teriam tentando extorqui-lo.
No entanto, o Ministro não observou que as contas foram reprovadas na legislatura de 2009, ou seja, por vereadores diversos daqueles que foram denunciados pelo ficha suja Valdir Barranco.
Coronel Taborelli lembrou ainda, que o Ministério Publico Estadual (MPE) interferiu no caso e frustrou a tentativa pífia do ficha suja Valdir Barranco, que por meio de uma manobra política, encaminhou suas contas à Câmara Municipal para nova apreciação, após seis anos.
“Se não bastasse a parcialidade e a deslealdade processual, o ficha suja conta ainda com o apoio de autoridades políticas de Mato Grosso, que oportunamente serão citadas” denunciou o parlamentar.
Ainda, em seu discurso, coronel Taborelli lembrou que Valdir Barranco causou prejuízo à sociedade e é inadmissível que seja beneficiado por ser amigo da corte, ou ao menos do Ministro Dias Tóffoli.
“É inaceitável que um cidadão que superfaturou medicamentos na razão de 7.000% seja considerado apto para representar a sociedade, já que seu ato certamente ocasionou consequências trágicas à saúde do município de Nova Bandeirantes” declarou.
Para Taborelli, qualquer ato de corrupção é repudiável, contudo, quando se trata da saúde dos cidadãos, como foi o caso de Barranco, o desvio de recursos afronta o bem maior do ser humano, que é a vida, causando ainda mais indignação.
“Quem desvia dinheiro da saúde, mata com dolo pessoas que agonizam nos corredores à espera de atendimento e medicamentos em hospitais sucateados” ressaltou.
O parlamentar garantiu que não se curvará diante da decisão do Ministro e que irá recorrer ao Conselho Nacional do Judiciário (CNJ) para expressar sua indignação. “Não aceitarei uma decisão política, obscura e atentadora aos princípios basilares da Democracia, pois, o episódio pode se tornar cotidiano e abrir um precedente perigoso no País, causando insegurança jurídica”.
Ao finalizar, coronel Taborelli disse que sempre enfrentou as batalhas com muita coragem e jamais se furtou do bom combate, com dignidade, respeito e ética, e assim permanecerá lutando pelos seus ideais, e parafraseou o hino nacional brasileiro “Verás que um filho teu não foge à luta”.
Apoio – Nas redes sociais, o presidente da Academia de Letras Estadual, advogado Eduardo Mahon, se manifestou favorável ao coronel Taborelli e também segue o mesmo raciocínio do Deputado.
Confira abaixo a publicação do advogado:
“Não sou amigo nem nunca conversei com o Taborelli. Mas o que está acontecendo no TSE é um escândalo que a OAB precisa denunciar sem medo.
Os ex-advogados do PT, hoje Ministros, votaram por declarar elegível o petista Barranco, em uma decisão absolutamente questionável. É preciso ter coragem para dizer em alto e bom som: o que está acontecendo no país é o loteamento judiciário, o aparelhamento ideológico, um câncer que deve ser severamente combatido.
Vamos lá, Ordem dos Advogados, uma vez saia na frente: reprovação de contas é motivo de inelegibilidade. Tome posição! No mais, é inacreditável que as coisas aconteçam descaradamente e que ninguém diga nada”.

DEFLAGRADA AGORA NOVA OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL CHAMADA "MY WAY". TESOUREIRO DO PT E MAIS 17 PESSOAS SÃO ALVOS DE MANDADOS DE CONDUÇÃO COERCITIVA !



"A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 5, a nona fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás.
Estão sendo cumpridos 62 mandados judiciais: um de prisão preventiva, três de temporária, 40 de busca e apreensão e 18 de condução coercitiva (quando a pessoa é liberada após prestar depoimento).
Um dos mandados de condução é contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
A PF também faz busca e apreensão na casa do petista.
Ele foi citado em depoimentos feitos à operação, entre eles os prestados pelo doleiro Alberto Youssef, como operador do PT no esquema.
Os mandados são cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. Os nomes dos alvos da My Way, como foi batizada a operação, não forma divulgados."
Era com o título da música "May Way" de Frank Sinatra que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco se referia a Renato Duque,
ex-diretor de serviços da estatal nomeado pelo PT, razão pela qual a operação da Polícia Federal recebeu este nome.
Fonte: http://politica.estadao.com.br/…/geral,pf-cumpre-mandados-e…

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Fernando Holiday, vitima e o exemplo do puro racismo da esquerda nas Universidades








O jovem estudante Fernando Silva acabou de ser aprovado para o curso de Filosofia na Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, mas apesar da escolha da faculdade não é por isso que ele veio parar aqui na página. Fernando é negro e foi aprovado sem se utilizar do sistema de cotas, mas não só. Fernando também mantém um canal no Youtube onde faz campanha contra o sistema de cotas raciais por considerar tal medida racista. Para Fernando, o sistema de cotas raciais faz com que os negros tenham de assumir um papel de vítimas e coitadinhos, diferente de como ele próprio se enxerga.
Alguns podem achar louvável o fato de Fernando ser negro e ser contra as cotas raciais, outros podem discordar e oferecer seus argumentos. Acontece que infelizmente ainda há quem ache que a violência é o melhor argumento. Após ser aprovado, Fernando começou a ser perseguido pelos "engajados" da UNIFESP, liderados por uma tal de Renata Prado. Para Renata, o calouro de filosofia deve "aprender a ser preto de verdade" ou "não vai aguentar um mês de aula". Neste caso seria de se perguntar: qual o motivo faria Fernando não aguentar? O amigo de Renata, chamado Dener Vinícius, dá a resposta. Dirigindo-se a Fernando como "negro domesticado" diz, sem medo, que espera que Fernando sofra "ataques físicos" e ainda se coloca a disposição para o "trabalho sujo". Outros seguem a mesma linha nojenta de gente acéfala cujo único argumento é a violência. Mas isso tudo ainda não é o mais chocante. A pergunta mais intrigante é: o que diabos Renata quis dizer com "aprender a ser preto de verdade"? Aparentemente Renata acredita que os negros devem se portar do modo como ela - e somente ela - acha que todos os negros devem se portar, sob o risco de sofrerem um castigo (físico). Esta ignorante acéfala se comporta - vejam só - como a própria senhora de engenho. Ora, não há diferença alguma dizer que Fernando deve aprender a ser um "preto de verdade" ou dizer para um negro que ele deve "se colocar em seu lugar". Ambas são visões racistas, que classificam as pessoas e julgam seu comportamento segundo a cor da sua pele.
Este caso ao menos serviu para que muitos outros negros procurassem Fernando para demonstrar seu apoio e consequente repúdio ao sistema de cotas raciais.
A página do Professor de Filosofia também deixa aqui de maneira inconteste o registro em solidariedade a Fernando.
Que muitos mais corajosos como Fernando apareçam e quebrem a mesmice da canalhada acadêmica.
Força Fernando.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O PT e advogados de corruptos se organizam agora para tentar destruir o juiz Sérgio Moro



Pouca gente se lembra, mas Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, transformado pelo PT no belzebu do Brasil, já foi um queridinho do partido. Lula se orgulhava de ter nomeado “o primeiro negro para a corte suprema do país”, o que, além de falso, era um tanto malandro. Antes de Barbosa, dois negros já haviam chegado à corte: Pedro Lessa, entre 1907 e 1921, e Hermenegildo de Barros, entre 1917 e 1931. Lula, como sempre, inaugurava o já inaugurado. O PT insistia na cor da pele de Barbosa porque esperava contar com um ministro grato que lhe fizesse todas as vontades. Quebrou a cara, e o herói de antes virou um desafeto.

Na edição desta semana, leiam, VEJA traz uma reportagem de Daniel Pereira e Robson Bonin demonstrando que o alvo da vez do partido é o juiz Sérgio Moro, que cuida do caso do petrolão, seguramente mais grave do que o mensalão, de quem já tomou o lugar de maior escândalo da história republicana. A artilharia contra Moro já está preparada.

À VEJA, disse um dos advogados dos acusados: “Já foram reunidas provas irrefutáveis de corrupção, e não temos mais como discutir o mérito. Nossa estratégia agora é encontrar falhas graves na condução do processo e tentar desqualificar o juiz”.

Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, notório advogado de mensaleiros e agora de acusados de participar da corrupção na Petrobras, disse que Moro tinha virado “o grande eleitor da sucessão de 2014″. Os defensores dos corruptos pretendem denunciar o juiz ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por analisar a conduta de magistrados. “Vão alegar, informa VEJA, que ele promoveu um vazamento seletivo de um processo em curso na Justiça Federal e esperam contar com a simpatia pela causa da corregedora do CNJ, a ministra Nancy Andrighi. A ideia é conseguir o afastamento de Moro das ações relacionadas ao caso”. Vale lembrar: Dilma Rousseff, candidata à reeleição e agora reeleita, fez a mesma acusação.

A tropa de advogados pretende ainda buscar a anulação das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, ainda a ser homologada, alegando que eles foram coagidos por Moro, que teria ameaçado prender familiares de ambos.

Informa ainda a revista: “Em outra frente, os advogados estudam a possibilidade de pedir a transferência das investigações para o Rio de Janeiro, onde fica a sede da Petrobras, o foco dos maiores desvios em apuração. Com a mudança de foro, aumentariam suas chances de neutralizar os delegados da Polícia Federal e os procuradores que fazem as investigações. “Sem o trabalho deles, esse processo dificilmente chegará ao fim a contento”, diz uma das autoridades que trabalham no caso.

Vão parar por aí? Não! Um dos advogados afirma: “Também vamos levantar coisas da vida pessoal do juiz”. Informa VEJA: “A orientação é para verificar a evolução patrimonial dele e de seus familiares, além das relações políticas que eventualmente tenham”.

Os companheiros, em suma, vão recorrer ao método de sempre: pôr para funcionar a sua máquina de enlamear reputações e contar com a rede suja na Internet e na subimprensa, financiada por estatais, para tentar desmoralizar o juiz e melar a investigação.

Leiam a reportagem da VEJA que está nas bancas. O inimigo nº 1 do PT no momento chama-se Sérgio Moro, um juiz que tem o defeito, até onde todo mundo sabe, de ser incorruptível. Não serve para os “companheiros”.

Texto publicado originalmente às 4h12

Por Reinaldo Azevedo

sábado, 31 de janeiro de 2015

"TODOS CONTRA TODOS - AS EMPRETEIRAS QUEREM LULA E DILMA JUNTO COM ELAS NA RODA DA JUSTIÇA."








"Se tiver de morrer aqui dentro, não morro sozinho", disse Agenor Medeiros, um dos altos executivos da empreiteira OAS preso na sede da Polícia Federal em Curitiba.
Como ele e vários outros executivos continuam presos há meses sem terem a esperança de serem soltos tão cedo, o desespero é total e um eventual acordo de delação premiada poderá reduzir muitos anos de cadeia aos envolvidos.
"Vocês acham que eu ia atrás desses caras (os políticos) para oferecer grana a eles ?" disse Léo Pinheiro, presidente da OAS preso.
"Na conversa com os colegas presos e os advogados da empreiteira, ele reclamou, em particular, da indiferença de Lula."
"Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, em que, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, se encontram Lula e Dilma Rousseff."
"Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, procurou a UTC e pediu uma nova doação às vésperas do segundo turno. Levou mais de 3,5 milhões de reais.
"Agora, o presidente preso da UTC, Ricardo Pessoa, indicado como o chefe do clube montado pelas empreiteiras na Petrobras, está trabalhando para falar o que sabe e "já ensaiou apontar para a presidente Dilma."
"A Odebrecht está sendo investigada em Portugal por suspeita de participação em irregularidades que já levaram à cadeia o 
ex-primeiro-ministro José Sócrates."
"As empreiteiras encomendaram ao jurista Ives Gandra Martins um parecer mostrando que há possibilidade de propor o impeachment da presidente Dilma Rousseff."
Disse o jurista e professor Ivens Gandra Martins:
"...há elementos jurídicos para que seja proposto e admitido o "impeachment" da atual presidente da República, Dilma Roussef..."
"NA CONTA DE LULA.´"
"Os principais envolvidos no caso do petróleo têm em comum a ligação estreita com o ex-presidente."
"Para Lula, a atitude de Dilma, além de denotar deslealdade, representa um grave perigo ao projeto de poder do partido. 
Seria, portanto, ingenuidade. "A Dilma está deixando as coisas correrem. Isso é um grande erro. Se nada for feito, o problema chegará a ela, porque ela era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras" disse Lula numa conversa recente."
Fonte: Revista Veja, edição 2411, páginas 40 a 47.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A mão dupla da roubalheira está matando a Petrobras





















A Petróleo Brasil S/A (Petrobras) foi criada no dia 3 de outubro de 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo como principal objetivo a exploração petrolífera no Brasil em prol da União, impulsionado pela campanha popular iniciada em 1946, cujo slogan era “o petróleo é nosso”.
Deste essa época há havia por parte dos deputados que não gostavam de Getúlio Vargas para que o Brasil não explorasse o por não acreditarem que o Pais tinha condições industriais para tamanho empreendimento. Preferiam entregar a exploração às multinacionais O ex- ditador e depois eleito pelo voto, bateu o pé e venceu os adversários. Hoje, atua nos segmentos de: exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e gás natural, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica, bicombustíveis e outras fontes energéticas renováveis.
Pois a Petrobras fonte de orgulho para nós brasileiros, está nos causando vergonha. Ao longo dos anos foi inchando o organograma para explorar não o nosso petróleo, mais para saquear os vultosos recursos que a empresa auferia.
Existe Conselho Fiscal, Administrativo e Diretoria Executiva. Mais, funcionários responsáveis pelo Código de Ética, Ouvidoria e o Portal da Transparência. Será que ninguém dos Conselhos ou do Portal da Transparência, por acaso, não viram que o Patrimônio da Petrobras estava indo para a lama, o fogo ou para o éter?
Mais de 20 servidores públicos controlando algumas caixinhas do Organograma que não estão ou estavam nem ai. Por isso é que o negócio desandou. Em 2011, ocupávamos o 12º lugar entre as maiores empresas do mundo. Batíamos as gigantes, General Eletric, a Shell, Microsoft, a Sony, a Nestlé, o JP Morgan, o Wall-Mart, o HSBC e a Procter & Gamble., segundo a Revista Forbes, de uma credibilidade indiscutível.
No balanço de 2012, despencamos para o 120º. O que houve? Cadê a nossa produção? E o lucro?

Não tem gente pequena nisso ai não. Aliás o empresário pequeno e que não admite dar propina aos diretores nem chegam ao raio de ação da corrupção e bandidagem. Nada menos que sete empresas fazem a festa da diretoria, dos conselheiros e políticos. Todas envolvidas no esquema da Operação Lava a Jato. Vamos lá: Camargo Correa, OAS, Mendes Júnior, Engevix, UTC, Lesa e Queiróz Galvão. Pois bem, vários dos seus diretores estão presos. Grandes pressões da Polícia Federal e do juiz Sérgio Moro, que conduz o caso, para que os acusados sofram algum tipo de penalidades. Caso contrário, o sistema já os teria solto.
Preso desde 14 de novembro - meu aniversário, não é danado? - o vice-presidente da Engevix entregou documentos à Receita Federal e, sem nenhum rodeios escreveu que os superfaturamentos dos contratos da Petrobras foram feitos e usados para bancar os " altos custos das campanhas eleitorais " em troca do apoio dos parlamentares eleitos aos governos do Partido dos Trabalhadores. E lá se vão 12 anos, partindo para os 16.
Agora, pessoal, não vamos ser ingênuos em acreditar que só existe uma mão levando lucro com o patrimônio da Petrobras. Existem, sim, duas mãos, A que libera, Petrobras e, a que recebe, empreiteiras e políticos.
Caso não houvesse a mão dupla do roubo, o corrupto e o corruptor, as coisas estariam mais serenas, pois desde que o mundo existe, há safadeza, espertice e espetize, e malversação do dinheiro público.
Agora, a dose foi criminosa. Pior, sem culpados. Ninguém assume a culpa. Mesmo sendo acusados publicamente como os ex-presidentes Collor e Lula e a atual presidente Dilma Roussef.
Creio ser a única vez que os aliados do ex-presidente venezuelano Hugo Chavés levou um pito do rei Juan Carlos, da Espanha, na Conferência Ibero-Americana, em 2007 no Chile, por criticar durante o seu primeiro-ministro Luis Zapatero, com a frase: ¿Por qué no te callas?
Todos estão calados!
É isso!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Seria correto deixar com Youssef uma parcela do que a União tomar de volta dos bandidos da Lava-Jato? Resposta: seria indecente e ilegal!



Está em curso, e eu não ignoro — de fato, deploro —, uma operação para tentar desmoralizar o juiz Sérgio Moro. Que fique claro: não critico nenhuma das ações dos advogados em defesa de seus clientes, desde que feitas à luz do dia. Eles têm o direito, inclusive, de acusar a suspeição do juiz. É uma tática, a meu ver, pouco inteligente. Mas está dentro das possibilidades. O que é detestável é investir na conversa mole de que Moro estaria praticando, entre outras coisas, tortura psicológica. É preciso ter senso de ridículo. Essas bancas de advogado cobram caro demais para práticas tão primitivas. Dito isso, vamos adiante.

Tomou o noticiário a informação ou o boato de que Alberto Youssef teria um taxa de sucesso no caso de a União recuperar a dinheirama roubada pelos larápios investigados pela Operação Lava-Jato. Chegou-se a falar até em 1% sobre o montante recuperado. O benefício faria parte do acordo de delação premiada. O Ministério Público reagiu. Nega que tenha havido o acerto para alguma compensação financeira ao doleiro. O mesmo afirma a sua defesa.

O que se admite que está no acordo é um abatimento na multa que seria paga pelo doleiro em razão de sua colaboração. Pergunta-se: é a mesma coisa de pagar uma taxa de sucesso? Não é, não! E por que não? A multa é parte da pena, como é a prisão. Tanto é que passa por uma espécie de dosimetria também. Se Youssef terá reduzido tempo de reclusão em razão de ter colaborado com a Justiça, o mesmo deve ocorrer com a sanção pecuniária. É parte do jogo.

Se, no entanto, houver qualquer coisa parecida com uma “taxa de retorno”, então estaremos no terreno da mais absoluta imoralidade, e eu estaria entre aqueles a apontar a indecência do arranjo. Até porque, convenham, a partir daí, seria fácil, não? Bastaria um bandido se arrepender, mandar para a fogueira todos os seus comparsas e sair com os bolsos cheio, adicionalmente protegido pela Polícia e pela Justiça. Não seria arrependimento, mas apenas uma forma mais inteligente de permanecer no mundo do crime.

Sabem qual é o busílis? Já passou da hora de a sociedade saber quais são exatamente os temos da delação premiada. Não vejo por que isso tem de permanecer em sigilo. Que aspecto da operação seria prejudicado caso se saiba o que foi exatamente que Youssef acertou com o Ministério Público e com a Justiça?

Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, estaria disposto a recorrer contra eventual pagamento de taxa de sucesso. Até porque seria ilegal, além de imoral. Eu lhe sugiro, no entanto, que vá com calma para saber o que está em curso e não ceda ao alarido da chacrinha. Reitero: diminuir o valor de uma multa não subtrai um bem do patrimônio público; deixar com Youssef uma parte do que a União recuperar, sim. Esse acordo precisa vir à luz para pôr fim a especulações.