Sei que decidi não falar mais sobre ideologias e políticas e externei diversas vezes aqui no facebook; mas sou honesto se apenas silencio quanto ao que vem acontecendo à minha gente?
Ou retomamos a vontade de trilharmos o vasto caminho do amor e assim não aceitarmos mais opressão estatal, ou permanecemos nos emburrecendo na vereda do ódio que fortalece ainda mais o Fascismo do opressor corruPTo.
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"Imaginou que quem lincha também pode ser negro? Me lembrei de uma crônica de viagem postado no Viomundo (Gerson Carneiro: No Haiti, não há espaço para a soberba):
“A estratégia imposta pelo dominador (franceses depois sucessivos ditadores; atualmente a casta de haitianos contemplados com empregos públicos – há pessoas com quatro simultaneamente, não há concursos públicos) é tão cruel que faz com que a população sinta prazer e dê risada quando um igual, por cometer algum delito, apanha. Por exemplo, quando a população bate em um ladrão na rua para que ele “aprenda” a não invadir a casa de alguém.
Nessas ocasiões, os homens surram o infrator e as mulheres manifestam alegria gritando e batendo palmas. Isso ocorreu com um jovem que foi flagrado dentro de uma casa mexendo em panelas sobre o fogão.
Ao mesmo tempo a mesma estratégia do dominador faz com que essa mesma população sinta medo e se curve ao dominador em “sinal de respeito à autoridade” até mesmo quando, por pura necessidade, precisa solicitar melhoria, ou quando não o próprio, benefício.”
Sobre este texto brilhante, à época teci um comentário que ainda acredito válido: “A aceitação do direito inquestionável daquele que oprime gera a desagregação social e anula qualquer pensamento de compaixão e solidariedade diante do sofrimento do outro. Ainda mais se este outro se mostra igualmente indiferente e capaz de direcionar sua violência contra seus pares. Acho que a ideia é esta mesmo. O nível de autoritarismo de um governo ou de uma representação institucional deveria ser medido pelo grau de crueldade de um membro do grupo contra os demais. Não sei se estou sendo claro. A lei do mais forte, antes de tudo, desagrega. Depois oferece a estabilidade desejada às custas da autonomia e das relações pessoais. Estas são absolutamente desnecessárias numa sociedade tutelada. O Haiti nos mostra um espelho do que somos por dentro.”
Acho que a sociedade brasileira, em função do autoritarismo aqui instalado, é toda permeável a este tipo de conduta. É algo pra se refletir, não?"
Edgar Rocha
11 de Abril de 2014 at 7:18
O texto foi copiado de meu amigo Sandro Oliveira.
11 de Abril de 2014 at 7:18
O texto foi copiado de meu amigo Sandro Oliveira.
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