sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez nesta terça (9) as mais duras críticas à gestão da Petrobras desde a revelação do esquema de corrupção na estatal, sugerindo até a substituição de sua diretoria, comandada por Graça Foster, amiga da presidente Dilma Rousseff.





Severino Motta, Valdo Cruz, Natuza Nery, Andréia SAdi em Procurador sugere demissão na Petrobras e irrita Planalto, FSP, 10.12.2014,

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez nesta terça (9) as mais duras críticas à gestão da Petrobras desde a revelação do esquema de corrupção na estatal, sugerindo até a substituição de sua diretoria, comandada por Graça Foster, amiga da presidente Dilma Rousseff.

A fala do procurador gerou irritação no Palácio do Planalto. Tão logo soube do conteúdo das críticas de Janot, a presidente convocou seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e mandou que desse uma entrevista defendendo a diretoria da estatal.

Graça Foster era diretora de gás e energia da Petrobras na época em que o esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato atuou, mas as investigações não apontaram até agora nada que envolva seu nome com desvios ou irregularidades.

As declarações do procurador-geral foram dadas na abertura de uma conferência internacional sobre combate à corrupção organizada pela Procuradoria. "Diante de um cenário tão desastroso na gestão da companhia, o que a sociedade espera é a mais completa e profunda apuração dos ilícitos perpetrados, com a punição de todos, todos os envolvidos", afirmou Janot.

Em seguida, fez a sugestão de troca dos atuais diretores da estatal: "Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria".

Janot afirmou que "a resposta àqueles que assaltaram a Petrobras será firme, na Justiça brasileira e fora do país" e prometeu que serão levados à Justiça "aqueles que roubaram o orgulho dos brasileiros pela sua companhia".

Em sua apresentação, o procurador disse que "o Brasil ainda é um país extremamente corrupto", acrescentando que "corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e devolver os ganhos espúrios que engordaram suas contas, à custa da esqualidez do tesouro nacional e do bem-estar do povo".

REAÇÃO

Antes de ser convocado por Dilma ao Palácio do Planalto, o ministro José Eduardo Cardozo também falou na conferência, logo depois do procurador. Ele reconheceu que "há fortes indícios de corrupção" na Petrobras e disse que o governo está empenhado no combate a malfeitos. "Onde houver a corrupção temos que ter vergonha dela", afirmou. "O governo luta para combater a corrupção. É postura da presidente Dilma Rousseff."

Depois, o ministro da Justiça foi ao Planalto falar com a presidente, que se mostrou inconformada com a sugestão do procurador de demitir a atual diretoria da Petrobras. Dilma determinou que seu ministro enfatizasse que não há nada contra os diretores.

No início da tarde, Cardozo deu entrevista coletiva em seu ministério. "Não há razão objetiva para que atuais diretores sejam afastados", afirmou, argumentando que "não há indícios contra" eles.

Cardozo comentou ainda que, após ouvir as declarações do procurador Janot, chegou a questioná-lo se havia algum indício contra Graça Foster e outros diretores. Segundo Cardozo, a resposta foi negativa.

Advogados das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato têm discutido com Janot acordos que poderiam abrandar as penas dos executivos das empresas em troca de sua colaboração com as investigações. O procurador-geral recebeu críticas nos últimos dias por causa dessas negociações, e voltou a defender punições nesta terça.

"A decisão é de ir fundo na responsabilização penal e civil daqueles que engendraram esse esquema", afirmou Janot. "Não haverá descanso. O procurador-geral não tergiversa nem renuncia ao dever de fazer valer o interesse maior da nação. A Procuradoria age."

Por que a corrupçao que assola o Brasil é sempre assossiada ao longotipo do PT ??????????








Então para equilibrar um pouco, segue uma “listinha” humilde, com apenas 115 escândalos e desmandos acontecidos nos 12 anos do PT, seja pelo próprio partido ou por sua base aliada. Ah sim, e todos os escândalos com suas devidas fontes.


Divirtam-se.


01) Caso Pinheiro Landim
02) Caso Celso Daniel
03) Caso Toninho do PT
04) Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
05) Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
06) CPI do Banestado
07) Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
08) Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
09) Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
10) Irregularidades do Fome Zero
11) Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
12) Escândalo do Ministério do Trabalho
13) Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
14) Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queiroz)
15) Operação Anaconda
16) Escândalo da Novadata
17) Irregularidades na Bolsa-Escola
18) Expulsão dos Políticos do PT
19) Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
20) Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
21) Escândalo da ONG Ágora
22) Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
23) Caso Henrique Meirelles
24) Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
25) Caso Cássio Caseb
26) Caso Kroll
27) Conselho Federal de Jornalismo
28) Escândalo dos Vampiros
29) Escândalo das Fotos de Herzog
30) Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
31) Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
32) Caso Antônio Celso Cipriani
33) Caso Flamarion Portela
34) Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
35) Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
36) Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
37) Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
38) Escândalo do IRB
39) Escândalo da Usina de Itaipu
40) Escândalo das Furnas
41) Escândalo do Mensalão
42) Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
43) Escândalo da Secom
44) Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
45) Escândalo do Valerioduto
46) Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
47) Escândalo da CPEM
48) Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
49) Escândalo dos Dólares na Cueca
50) Escândalo do Banco Santos
51) Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
52) Escândalo da Interbrazil
53) Caso Toninho da Barcelona
54) Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
55) Caso dos Dólares de Cuba
56) Doação de Terninhos da Marisa da Silva (esposa do presidente Lula)
57) Servidores federais revelam cobrança frequente de propina
58) Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo
59) Escândalo das Cartilhas do PT
60) Escândalo dos Fundos de Pensão
61) Escândalo dos Grampos na Abin
62) Escândalo do Foro de São Paulo
63) Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
64) Escândalo do Mensalinho
65) Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
66) Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
67) Crise da Varig
68) Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
69) CPI da Imigração Ilegal
70) CPI do Tráfico de Armas
71) Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
72) Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
73) Operação Confraria
74) Operação Dominó
75) Operação Saúva
76) Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
77) Interferência do governo na Polícia Federal
78) Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
79) Escândalo dos Grampos no TSE
80) Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
81) ONG Unitrabalho
82) Escândalo dos Fiscais do IBAMA do Rio de Janeiro
83) Crise no Setor Aéreo
84) Caso Rosemary 
85) Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)
86) Operação Navalha
87) Operação Xeque-Mate
88) Caso Renan Calheiros
89) Operação Hurricane II (também conhecida Operação Furacão II)
90) Caso Joaquim Roriz (ou Operação Aquarela)
91) Operação Hurricane III (também conhecida Operação Furacão III)
92) Operação Águas Profundas (também conhecida como Caso Petrobras)
93) Escândalo na Copa do Mundo 2014
94) Escândalo da Petrobrás 2014
95) Escândalo dos Correios distribuindo material de campanha da Dilma sem registro.
96) Escândalo dos Correios deixando de entregar materiais de campanha do PSDB e deputado afirmando que  “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.
97) Escândalo da expulsão do Larry Rohter
98) FIFA nega ter pedido isenção de impostos na Copa 2014
99) Escândalo da Refinaria de Pasadena
100) Escândalo da Refinaria da Argentina
101) Escândalo da Refinaria Abreu e Lima
102) Anistia de dívidas de ditaduras africanas
103) Contrabando de armas no Porto de Muriel
104) Irregularidades na transposição do rio São Francisco
105) Irregularidades nas obras do PAC
106) Irregularidades do Bolsa Família
107) Hospitais filantrópicos falindo por falta de reajuste na tabela SUS
108) Lei Rouanet sendo usada para desfile de moda em Paris
109) 15.720 denúncias de irregularidades no Minha Casa Minha Vida
110) Vaquinhas para mensaleiros
111) Incitação a violência contra jornalistas da direita
112) Dilma defende diálogo com decapitadores do Estado Islâmico
113) Dilma censura vídeo do Pastor Silas Malafaia
114) Passividade na estatização da Petrobras na Bolívia

115) Asilo político a Cesare Battisti

OS MORTOS SEM SEPULTURA HISTÓRICA DA COMISSÃO DA FARSA 1 – Os assassinados pelas esquerdas antes do AI-5








No dia 12 de janeiro de 2010 — há quase cinco anos, portanto — publiquei a lista de todos as pessoas que foram assassinadas pelos terroristas de esquerda. Cheguei a 119. O Clube Militar fala em 120. Que fossem apenas duas, pouco importa: suas respectivas mortes e seus respectivos nomes tinham de estar na lista da Comissão da Verdade. Por que não estão? Pelo visto, essa turma não leva a sério aquela história de que a morte de qualquer homem nos diminui. Eles não se sentem diminuídos nem com mais de 100.

E que se note: entre os 434 mortos “do bem” (os assassinados pelas esquerdas, pelo visto, são “mortos do mal”), há uma pessoa que já se sabe estar, felizmente, viva. Trata-se de Dirce Machado da Silva. A relação elaborada pelas esquerdas inclui, por exemplo, os que morreram de arma na mão no Araguaia. Antes que prossiga, uma questão de princípio: não deveria ter morrido uma só pessoa depois de rendida pelo Estado. Ponto final. Não há o que discutir sobre esse particular.

Mas o que é que os livros de história, boa parte da imprensa e, agora, a Comissão da Verdade escondem de você, leitor? Apenas a… verdade! As esquerdas alegavam até outro dia que o Regime Militar, ao longo de 21 anos, havia matado 424 pessoas — número agora ampliado para 434. É um total provavelmente inflado. Mortos comprovados eram 293 (agora não sei). Os outros constavam como “desaparecidos” e se dava de barato que tenham sido eliminados por agentes do regime. Havia casos em que a vinculação com a luta política não estava comprovada. E, como já lembrei, estão na lista os mortos do Araguaia, que estavam lá para matar ou morrer. Que corpos tenham sumido, é evidente, é inaceitável. Que pessoas tenham sido executadas depois de rendidas, idem. Adiante.

O que não se diz é que o terrorismo de esquerda matou nada menos de 119 pessoas, muitas delas sem qualquer vinculação com a luta política. Quase ninguém sabe disso. Consolidou-se ainda outra brutal inverdade histórica, segundo a qual as ações armadas da esquerda só tiveram início depois do AI-5, de 13 de dezembro de 1968. É como se, antes disso, os esquerdistas tivessem se dedicado apenas à resistência pacífica.

Neste primeiro post sobre as vítimas dos terroristas de esquerda, listo apenas as pessoas mortas antes do AI-5: nada menos de 19. Em muitos casos, aparecem os nomes dos assassinos.

Se vocês forem procurar, muitos homicidas estão na lista dos indenizados do Bolsa Ditadura, beneficiados por sua suposta “luta em favor da democracia”. Ou, então, suas respectivas famílias recebem o benefício, e o terrorista é alçado ao panteão dos heróis. Os casos mais escandalosos são os facinorosos Carlos Marighella e Carlos Lamarca. Quem fez a lista dos assassinados pela esquerda é o grupo Terrorismo Nunca Mais. “Ah, lista feita pelo pessoal ligado os militares não vale!!!” E a feita pela extrema esquerda? Vale? Ademais, as mortes  estão devidamente documentadas. Seguem os nomes das 19 pessoas assassinadas antes do AI-5 e, sempre que possível, de seus algozes. Em outros posts, os outros 100 nomes.

Ah, sim: PARA AS VÍTIMAS DA ESQUERDA, NÃO HÁ INDENIZAÇÃO. Como vocês sabem, elas não têm nem mesmo direito à memória. Foram apagados da história pela Comissão da Verdade, que é de mentira.

AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5

1 – 12/11/64 – Paulo Macena,  Vigia – RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto

2 – 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

3 – 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.

4 – 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino,  guarda civil, teve a perna direita amputada.

5 – 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cabo da PM, GO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.

6 – 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

7 – 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes,  bancário – SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

8 – 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados  por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste  ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

9 – 31/05/68 – Ailton de Oliveira,  guarda Penitenciário – RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani

10 – 26/06/68-  Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

11 – 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

12- 27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM -  RJ
No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

13 – 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.

14 – 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

15 – 20/09/68 – Antônio  Carlos  Jeffery – Soldado PM – SP
Morto a tiros quando de sentinela  no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

16- 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver,  na frente da sua mulher, Joan,  e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

17 – 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

18 – 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

19 – 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fujimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

Texto publicado originalmente às 22h13 desta quinta

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Lula, o discurso absurdo, a cor do papel higiênico e a “zerda” que eles fazem









Meu pingo final vai para a fala indecorosa de um certo Luiz Inácio Lula da Silva, proferida nesta quarta, na abertura do 5º Congresso do PT, em Brasília. Em vez de atacar a roubalheira na Petrobras, o poderoso chefão do PT preferiu vociferar contra as elites e, ora vejam, a imprensa. Contra as elites? Santo Deus! Seu partido foi o que mais recebeu doações de banqueiros e grandes empresas, algumas delas com empréstimos bilionários feitos pelo BNDES. Referindo-se aos PSDB, disse: “Parece que os tucanos arrecadam dinheiro como se fosse Criança Esperança. Não tem empresário”. Onde ele leu isso? Quem disse isso? Os petistas têm a mania de atribuir ao jornalismo o que este não diz para que fique mais fácil defender mecanismos de censura.

A necessidade de “reagir” ao que Lula considera ataques da oposição também foi debatida num almoço no Palácio da Alvorada, que reuniu a presidente Dilma, Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil, e Jaques Wagner, governador da Bahia.

Demonstrando que a impostura não tem limites, Lula resolveu estabelecer um paralelo entre o mensalão e o petrolão:
“Agora a bola da vez somos nós. O PT não pode continuar crescendo, tem que ser atacado de todos os lados, em todas as frentes, com artilharia leve e pesada. Vamos fazer guerra eletrônica contra o PT, não importa se é verdade ou mentira. Vamos tentar difamar, destruir esse partido. No processo do mensalão, os companheiros que foram julgados já estavam condenados. Esse processo da Petrobras, o que a gente está vendo é que, quando chegar à Suprema Corte, quando o Teori (Zavascki) for analisar a delação premiada, instrumento criado por nós, a imprensa já vai ter condenado. Todo o vazamento é contra o PT”.

Sabem o que ele está tentando? Encabrestar Zavascki, deixando claro que só aceita um resultado: a rejeição da denúncia contra os petistas. Ontem não era mesmo o seu dia de ser decoroso. Afirmou que os adversários já estão com medo de 2018 — e foi interrompido por grito de “Lula, Lula”, mas disse em seguida que é cedo para isso é que é hora de apoiar Dilma Rousseff. Ah, bom…

Rui Falcão, presidente do PT, com a elegância retórica habitual, também discursou. Afirmou: “Não podemos permitir que os coxinhas ocupem a Avenida Paulista, e a gente não mostre a nossa presença”. No seu linguajar, “coxinhas” são os que protestam contra o escândalo da Petrobras. Não ficou claro se a “presença” de que ele fala é disputando o mesmo espaço, num confronto de rua. Eis ai: num dia, um ministro chama o presidente de um partido de oposição de “playbozinho”; no outro, o presidente do PT diz que o eleitorado de oposição é “coxinha”.

Houve tempo de Lula contar ainda uma mentira escandalosa:
“Eu perdi 89, e todo mundo sabe como perdi, entretanto, não fiquei na rua protestando, fui me preparar para a outra. (…) Quando a gente perdia, a gente acatava o resultado. Eles acham que a campanha não acabou. A gente não pode ficar nessa disputa com eles. Eles fazem uma passeata um dia, e a gente no outro. Ninguém aguenta. A Dilma precisa governar. Deixa a mulher trabalhar gente, ela ganhou as eleições”.

Santo Deus! O PT fez oposição sistemática aos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. Sem descanso. Sem dar um dia de folga. Ocupando, sim, as ruas e a Esplanada dos Ministérios. Votou contra todas os esforços sensatos e racionais de organizar o país, incluindo o Plano Real, as privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Este senhor não se conforma, isto sim, é que possa haver oposição no país.

Tentando ser engraçado, Lula afirmou: “Daqui a pouco vão querer saber a cor e a qualidade do papel higiênico que se usa no Palácio”. Duas coisas para encerrar: 1: nós pagamos o papel higiênico e, se for o caso, temos o direito de saber qual está sendo usado; 2: ninguém precisa saber a cor do papel higiênico para reconhecer uma zerda.

Por Reinaldo Azevedo

PT INVENTA O FANTASMA DO GOLPE PARA POSAR DE VÍTIMA






O medo instalou-se no partido. É por isso que ele não consegue celebrar a vitória de Dilma.

Ricardo Noblat - 09/12/2014 - O Globo

O PT encontrou um antídoto que julga eficiente para qualquer embaraço grave que a presidente Dilma Rousseff enfrente doravante: a denúncia de golpe.

Sim, há um golpe em curso contra Dilma, segundo o PT. E tudo haverá de ser feito para evitá-lo.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado para analisar as contas de campanha de Dilma. O lance, ora, faz parte do golpe.

Um lance que dependeu de sorteio – mas não importa. Até os fados, muitas vezes, favorecem o mau contra o bem.

Gilmar é ministro graças a Fernando Henrique Cardoso, que o indicou. Lula cabalou o voto dele para absolver os mensaleiros. Gilmar denunciou a cabala e desde então foi promovido pelo PT à condição de seu inimigo.

Uma equipe de 16 técnicos do Tribunal Superior Eleitoral encontrou irregularidades nas contas de campanha de Dilma.

Olhe aí! Bem que o PT avisou. É golpe. Mais um lance do golpe!

Se Gilmar propuser a desaprovação das contas de campanha de Dilma, seu voto será confrontado com os votos de outros seis ministros. Entre eles, o governo tem folgada maioria.

Mas e daí? Trata-se de um golpe e pronto!

Digamos que as contas da campanha acabem rejeitadas. Ainda assim Dilma seria empossada. E teria tempo suficiente para corrigi-las. Só perderia o cargo se não as corrigisse. É quase impossível.

Onde estaria o golpe nesse caso?

Ora, no ar, nas nuvens, no clima, em qualquer lugar.

Na verdade, a denúncia de golpe serve para vitimizar Dilma e o PT. E aumentar, se der certo, o apoio popular dos dois.

Serve, também, para disfarçar o momento delicado que Dilma atravessa. Afinal, a Justiça denunciará empreiteiros envolvidos na roubalheira da Petrobras.

E no PT se teme que a denúncia aproxime ainda mais o escândalo do gabinete de Dilma. E - quem sabe? - do gabinete do vice Michel Temer.

O doleiro preso Alberto Yousseff, em troca de delação premiada, contou coisas que até Deus duvida. E comprometeu Lula e Dilma. Disse que eles sabiam da roubalheira.

Não basta ao delator que delate. Caso minta perderá o benefício de uma pena menor. Delação premiada não se sustenta com mentiras.

O PT decidiu organizar de última hora uma manifestação contra o golpe a se realizar amanhã, em Brasília. Se tiver certeza de que a manifestação reunirá muita gente, Lula comparecerá. Do contrário, não.

Sabe o que de fato acontece?

O PT ganhou mais quatro anos de governo, embora por pouco. Por uma diferença mínima. A menor desde que ele chegou ao poder pela primeira vez em 2002. Ainda não se recuperou do susto.

Perdeu 18 vagas na Câmara dos Deputados. E meia dúzia no Senado. Para que governe, dependerá do apoio do PMDB. Quase metade dos convencionais do PMDB, em meados deste ano, rejeitou o apoio à reeleição de Dilma.

Em fevereiro próximo, o PT completará 35 anos de vida. Nasceu à sombra de Lula. Alcançou o poder por meio de Lula. Dependerá de Lula para não ser expurgado do poder em 2018. Não é uma trajetória brilhante.

O medo instalou-se no partido. É por isso que ele não consegue sequer celebrar a vitória que colheu há coisa de mês e meio.

Informante na Petrobras repassou informações internas a investigadores






Um relatório confidencial de 17 páginas produzido pela Polícia Federal indica que um funcionário de carreira "de mais de 30 anos" na Petrobras tem ajudado os investigadores da Operação Lava Jato a indicar caminhos para investigações que atingem negócios feitos em diversas áreas da estatal, como aluguel de navios e suposto superfaturamento em projetos internacionais, incluindo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

As informações foram prestadas pelo informante há nove meses, mas não há indicação de que os dados tenham sido aprofundados ou confirmados pela Polícia Federal. Parte do depoimento foi revelado pelo jornal "O Globo" na edição desta quinta-feira (11).

O funcionário não foi ouvido como testemunha e é mantido no anonimato nos autos de um dos 75 inquéritos abertos no decorrer da Operação Lava Jato.

Segundo a PF, o funcionário se sentiu motivado a colaborar por estar "descontente com a administração da empresa e o sucateamento da Petrobras". Uma equipe de policiais federais de Curitiba (PR) foi até o Rio de Janeiro encontrá-lo, em abril de 2014, numa conversa que começou às 14h e terminou às 18h.

O informante afirmou que um ex-diretor da Petrobras, José Raimundo Pereira, que teria sido indicado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, "teria enviado a Houston" (EUA) um homem de sua confiança "com o objetivo de realizar contratos de afretamento [aluguel] de navios" na refinaria de Pasadena. Porém, a sócia da Petrobras no empreendimento, a Astra Oil, não aceitou que os contratos fossem fechados.

O informante diz que a Astra desconfiou dos preços cobrados. Com esse empecilho, a Petrobras então alugou navios no Golfo do México, "um dos projetos da Petrobras América".

O informante acredita que os aluguéis foram feitos a "um custo três vezes maior" na comparação com "serviços similares na região da Bacia de Campos", no Rio, porém não exibiu provas de cotação dos preços.

A respeito da compra da refinaria, o funcionário da Petrobras disse que a estatal "aproveitou-se dos termos técnicos e a alta complexidade do assunto para ocultar diversos aspectos obscuros nesta transação" que, segundo ele, foi "fraudulenta".

Ele disse que o lobista Fernando Soares, o Baiano, um dos presos pela Operação Lava Jato, participou do negócio "intermediando toda a negociação com a Astra Oil". Ele afirmou ainda que a Astra abriu mão da parceria com a Petrobras na refinaria porque "estava preocupada com a 'má gestão proposital' da Petrobras".

NEGÓCIOS NA ÁFRICA

Sobre a Área Internacional da Petrobras então chefiada por Nestor Cerveró, o informante sugeriu que a PF investigue negócios que contrariaram "diversos pareceres técnicos que os rejeitavam". Citou como exemplo o bloco de exploração da Petrobras desenvolvido em Angola. Segundo o informante, os chefes do setor internacional da Petrobras receberam pareceres de geólogos que "apontavam indícios de que a Petrobras não deveria sequer participar do leilão, pois não havia indícios de lucros ou rentabilidade na exploração de tais áreas". A estatal então decidiu não participar da disputa.

Porém, anos depois, sempre segundo o informante, ela comprou "50% dos direitos de exploração destes poços arrematados no leilão pelo mesmo valor que a empresa inicial arrematou a totalidade dos direitos anos atrás".

Segundo o informante, o problema residiu no preço. Ela teria pago US$ 500 milhões por metade dos direitos. Porém, disse o funcionário da estatal, esse foi o mesmo valor pago anos atrás "por 100% dos direitos".

Os problemas continuaram, segundo o informante da Polícia Federal. A Petrobras abriu três poços para prospectar o petróleo no bloco, com o custo unitário que oscilou de US$ 80 milhões a US$ 120 milhões. Porém, "os poços mostraram-se secos".

"O prejuízo total deste projeto foi de cerca de US$ 700 milhões, sendo US$ 500 milhões utilizados para adquirir 50% dos direitos e outros US$ 200 milhões em perfuração de poços que já se sabia serem secos", afirmou a PF em relatório, com base nos dados fornecidos pelo informante.

Sobre a Nigéria, o funcionários da estatal colocou em dúvida a capacidade de dois auxiliares nomeados pela presidente da estatal, Graça Foster, que teriam feito um negócio ruim para os interesses da Petrobras. Segundo o denunciante, a Petrobras vendeu ao banco BTG Pactual por US$ 1,5 bilhão a metade de participação de seus negócios na África, incluindo poços na Nigéria. Porém, disse o informante, o valor real seria de US$ 3,5 bilhões. Ele afirma que avaliações independentes apontavam para esse valor.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A Comissão da Mentira e as bobagens ditas por um ministro do Supremo e pelo — podem rir! — “coordenador nacional da verdade”; nem o stalinismo tinha um desses!






Ai, ai… Quando eu começo assim, leitor, é porque a estupidez desperta em mim certa preguiça intelectual; é quando penso: “Contestar Fulano e Beltrano não é nem certo nem errado, é inútil”. Mas depois vem o senso do dever. Então parto pra briga, também ela intelectual. A Comissão Nacional da Verdade concluiu o seu trabalho. Aponta 434 mortos durante o regime militar, acusa a responsabilidade de 377 pessoas, cobra a revisão da Lei da Anistia e propõe a desmilitarização das PMs — seja lá o que isso signifique. De maneira indecorosa, o grupo ignorou os assassinados por grupos terroristas: há pelo menos 121. Não! Esses cadáveres não contam. Não devem entrar na categoria de carne humana. Também os atos violentos dos grupos terroristas foram banidos da “verdade”. E as besteiras a respeito já começam a vir a público.

Destaco, em primeiro lugar, a fala daquele que tem mais importância: Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo, segundo quem a validade da Lei da Anistia, a 6.683, de 1979, deve ser examinada de novo pelo tribunal. Explica-se: em 2010, o STF declarou a sua vigência plena. De acordo com o § 1º do Artigo 1º, estão anistiados todos aqueles que cometeram crimes políticos ou conexos — logo, anistiam todos: à esquerda e à direita; agentes do estado ou não; terroristas ou torturadores. Anistia tem a mesma raiz da palavra “amnésia”: não quer dizer perdão, mas “esquecimento” para efeitos penais. Isso não quer dizer que fatos possam ser apagados da história — como a Comissão da Verdade tenta fazer, diga-se, com as vítimas das esquerdas. A comissão propõe frontalmente que se ignorem a lei e a decisão do Supremo.

Barroso, o mais esquerdista dos ministros da Corte, diz que o Supremo deve rever a decisão tomada pelo próprio tribunal. Sob qual pretexto? Reproduzo o que ele disse à Folha:
“O que é preciso saber é se lei [da Anistia] é compatível com Constituição e qual a posição que deve prevalecer (se do STF ou da Corte Interamericana). Esta situação de haver decisão da Corte Interamericana posterior a decisão do supremo e em sentido divergente é uma situação inusitada”.

É mesmo? Vamos ver. Em primeiro lugar, o Supremo já decidiu que a Lei da Anistia é compatível com a Constituição, sim — sempre lembrando que ela foi aprovada antes da atual Carta Magna, que é de 1988. Fosse hoje, não haveria mais como anistiar pessoas que praticaram tortura, mas também não haveria como anistiar as que recorreram ao terrorismo. As duas práticas, segundo a Constituição, não são passíveis de graça, segundo o Inciso XLIII: “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;”

Ocorre, meus caros, que a Emenda 26, que convocou a Assembleia Nacional Constituinte, tinha como pressuposto a anistia. Vale dizer: o ato fundador da nova Constituição incorporou a anistia por livre e espontânea vontade. Não foi um ato da ditadura, mas de um Congresso eleito de forma livre e soberana. Agora voltemos, então, a Barroso. Como é, ministro? Quer dizer que o Supremo brasileiro conta agora com uma instância revisora, que é a Corte Interamericana? Ora, tenha a santa paciência! Ou por outra: a instância máxima de decisão da República Federativa do Brasil não se encontra mais em solo pátrio? Só pode ser piada.

Não maior do que a contada por Pedro Dallari, que tem a simpática atribuição de “coordenador nacional da Verdade”. Uau! O Brasil não só tem uma verdade oficial como esta verdade tem um “coordenador nacional”. Nem o stalinismo teve um. Disse o rapaz: “Nós defendemos que haja a responsabilização. Se o Poder Judiciário entender que não há necessidade de rever a lei, porque já pode haver a condenação independentemente de revisão, não há necessidade de revisão. Essa decisão será do Poder Judiciário”.

Aí, então, é a jabuticaba das jabuticabas. O próprio Dallari admite que não há como jogar a lei no lixo. Não havendo, ele defende que se dê às palavras um sentido diferente daquele que elas têm.

Que coisa! A Comissão Nacional da Verdade quer nos fazer crer que só agentes do estado praticaram violência; que não houve terrorismo no Brasil; que as pessoas assassinadas pelos terroristas não eram humanas; que a emenda que convocou a Constituinte não foi aprovada por um Congresso soberano; que se pode dar a um texto legal à interpretação que lhe der na telha; que o Supremo Tribunal Federal está subordinado à Corte Interamericana.

E isso tudo, leitores, é apenas mentira!

Por Reinaldo Azevedo