quinta-feira, 8 de maio de 2014

Continhas... se cada vez que profere sua sapiência as ações da Petrobras sobem 4%, quantas vezes esta sábia ungida vai ter que abrir sua boca iluminada para nos devolver a companhia ao estágio anterior ao seu governo ?


Para Dilma, críticos ao seu governo são "ridículos"
Ontem à noite, ao receber um grupo de jornalistas no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff disse até uma ou outra frase verdadeira como admitir que "não está tudo bem" em relação aos preços ou reconhecer que há um descompasso em relação à renda da população e os serviços públicos, o que causa "mau-humor".
Mas, por outro lado, a presidente chamou de "ridícula" as críticas mais pessimistas sugerindo que o país entrará em crise a partir do ano que vem e prometeu que não haverá aumento de impostos.
Além disso, disse ser "absurda essa história de o Brasil explodir em 2015. "É ridículo. Pelo contrário, o Brasil vai bombar", afirmou.
Como considera ridículos quem faz esse tipo de crítica, a presidente, pelo jeito, vai ter que chamar muita gente de ridículos. Vejamos:
A presidente terá de ir à Alemanha e chamar de ridículos os dirigentes do Deutsche Bank, que recomenda aos seus clientes reduzirem sua exposição aos títulos da dívida brasileira. O banco diz que não compensa o risco de contínua deterioração dos fundamentos caracterizados por estagflação, piora no balanço de pagamentos, deterioração da qualidade fiscal, e um horizonte desafiador de política econômica antes e depois das eleições.
Aliás, precisa chamar de ridículos todos os investidores das ações que apostam no Brasil, sempre que a candidata do PT cai nas pesquisas. Ontem, aliás, não foi diferente. As ações subiram com nova expectativa de subida de oposição. Os investidores esperam, segundo analistas, que uma mudança de governo possa diminuir o uso das estatais como instrumento político.
Terá que ir aos acionistas da Eletrobras e chamá-los de ridículos. Afinal a interferência política do governo federal do governo Dilma causou um prejuízo de R$ 13,2 bilhões em dois anos. Ontem, apenas a Petrobras subiu 4%.
Terá de chamar de ridícula a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que rebaixou para 1,8% a sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2014.
Terá de chamar de ridícula a publicação britânica Financial Times. Sempre aclamado pelo petismo ao elogiar o governo Lula, o jornal econômico disse, em editorial, que Dilma tem uma "tediosa aura de eficiência, semelhante à da (chanceler alemã) Angela Merkel", mas que a implementação de seus projetos parece obra "dos irmãos Marx" - comediantes americanos do início do século 20.
Terá de chamar de ridículos 86,5% dos empresários brasileiros que em votação realizada pelo jornal Valor preferiram escolher Aécio Neves (70%) e Eduardo Campos (16,5%) como futuros presidentes do Brasil. Dilma teve 2,91% dos votos.
E, finalmente, teria que chamar de ridículo seu próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, que em entrevista dada ao jornal O Globo no domingo, disse que o aumento de impostos sobre bens de consumo pode ser uma das armas do governo para realizar o esforço fiscal prometido para 2014.
Dilma parece chamar de ridículos todos que percebem que há algo de errado com o governo brasileiro.
Crédito imagem: Folha de S. Paulo

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