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Da Reportagem
Mesmo com um ano deatraso, a restauração do Córrego Mané Pinto e a revitalização da avenida Oito de Abril serão entregues inacabadas para a Copa do Mundo. O Governo promete concluir parcialmente a obra até o dia 31 de maio.
A previsão inicial era de que os projetos fossem entregues a população em julho de 2013. A reforma custará R$ 23,5 milhões aos cofres públicos.
As informações foram divulgadas durante a vistoria realizada pela Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes, da Assembleia Legislativa (CIUT-AL), na terça-feira (6).
De acordo com o secretário-adjunto de Infraestrutura da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), Alysson Sander, para que não haja impacto no acesso à Arena Pantanal, a malha viária ficará pronta até o Mundial. A entrega parcial é por conta da obrigação do Governo com a Matriz de Responsabilidades assinada com a Fifa.
Segundo a Secopa, até o fim do mês o tráfego será liberado nas marginais do córrego. A tubulação do coletor-tronco do esgoto e de drenagem também estará concluída, com isto a CAB Cuiabá, concessionária dosserviços de água e esgoto da Capital, começará a realizar as ligações domiciliares e a retirada do esgoto.
Sander afirmou que os retornos no cruzamento da avenida Oito de Abril com as ruas 13 de Junho, Barão de Melgaço, Ranulpho Paes de Barros e Avenida Senador Metelo também estarão prontos. Conforme o secretário, apenas o retorno que envolve a via Joaquim Murtinho corre risco de não estar concluído. Ele disse que obra já começou, mas o tempo de cura da concretagem é de 20 dias.
A restauração das placas de dentro do córrego serão realizadas somente após o mundial.
Para o presidente da Comissão da Assembleia, o deputado Sebastião Rezende (PR), poucos avanços foram sentidos desde a última visita, realizada há seis meses. O córrego não foi canalizado e continua recebendo dejetos, parecendo um esgoto a céu aberto. Por conta disso, a Comissão cobrou mais celeridade por parte da Secopa.
Para a Comissão a CAB também é responsável pelo atraso no cronograma da obra, já que a empresa não realizou a remoção de adutoras do local e na conclusão os demais serviços em tempo hábil.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-MT), Juarez Samaniego, acompanhou a vistoria e disse que não acredita na conclusão da obra até a Copa. Ele afirmou que o pouco tempo hábil poderá prejudicar a qualidade do serviço, que poderá ser feito às pressas. Ele lembrou que como a obra será entregue inacabada, uma boa parte do serviço terá que ser refeita. “A CAB vai ter que quebrar o entorno. Se não tiver caixa suficiente, vai ter que quebrar o pavimento agora executado pra fazer a interligação da rede domiciliar na rede coletora que está sendo executada”.
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