quarta-feira, 7 de maio de 2014

Opiniões são opiniões, mais nada...


Sandro Oliveira Interessante este diálogo, sim e de fato, opiniões não existem para ser respeitadas, mas sim refutadas e reaproximadas; atacadas e defendidas; menosprezadas e colocadas em epígrafe; certamente opiniões não são a totalidade do indivíduo, que é, sobretudo, o seu organismo, ainda que a Psique seja também parte de si, e neste tocante específico é que faz-se interessante que haja o respeito, não às tentativas de imposição de certos absurdos de uns a outros, que tão só desejam a Vida.

Ora, da mesma forma que indígenas se desejam fazer impor a todos quanto à propriedade da terra em função de seus dogmas, como se todos devêssemos viver ao seu arcaico estilo, cristãos nos querem impor suas mazelas tresloucadas sob suposta alcunha de pai que é filho ao mesmo tempo,, além de serem os Dois Três quando trazem ao Singular o tal Espírito Santo, além de supranaturais contrariam qualquer sinal de lucidez, a exemplo da Matemática mais básica; da mesma forma se tentam fazer imperadores os muçulmanos e seus pares díspares judeus, tendo em comum, todos, a supranaturalidade que insistem em colocá-la como a mais honestamente acabada naturalidade, que nada mais é ao homem, que é material, do que a materialidade. Ora, talvez agora se me venham com metafísica, como se tal sandice também fosse parte do que a Academia Humana traz-nos enquanto somos estudantes em suas cadeiras afora a matéria do livre pensar e conjecturar: Filosofia.

Entretanto, coloco-me também em pé de igualdade aos meus semelhantes divergentes, posto que também percebo na Filosofia a saída para que as nossas vontades silenciem em favor da harmonia ao convívio; mas sobretudo expresso a necessidade do filosofar do foro íntimo, ainda que trazendo a si os dados que o ademais externe, pois o meu Mapa de Mundo pode e mesmo deve se expandir, tanto quanto é possível a qualquer outro pensante.

Assim é que concluo: esta postagem, como qualquer outra que tente propagandear certa ideologia como muito honesta, é desonesta com ar de justa. Os índios, cuja vida simplória de crenças ainda mais esdrúxulas, não são os donos da terra em que nasci, chamada Brasil. Sou brasileiro e quero o meu Brasil moderno de prédios que abriguem maior quantidade de meus patrícios, não de ocas ocas vulneráveis mesmo ao poderoso, mas dominado pelo homem, Deus Vento.

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